Você já deve ter ouvido falar que determinada pessoa nunca buscou a prosperidade financeira, nunca se importou com bens materiais, nunca teve o viés materialista ou de prospecção monetária, tudo isso sob o pretexto de que o dinheiro é a raiz de todos os males, de que as riquezas materiais nos impedem de alcançar o reino, sob o argumento de que em Mateus 19, Jesus faz a seguinte advertência: “Então, disse Jesus a seus discípulos: Em verdade vos digo que um rico dificilmente entrará no reino dos céus: E ainda vos digo que é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus” (vs. 24-25).

De fato, um rico dificilmente entrará no reino dos céus (Mateus 19:23), mas essa riqueza não está ligada ao saldo da conta bancária, ou a quantidade de bens materiais adquiridos ao longo da vida. Conquanto, a mencionada riqueza está ligada ao amor ao dinheiro, assim como prescreve 1 Timóteo 6:10: “Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores”.

O principal problema relacionado às riquezas materiais é em relação ao amor do dinheiro, que faz com que desviemos da fé e sejamos atormentados com muitas dores (1 Timóteo 6:10). Logo, a cobiça ao dinheiro faz com que torne impossível a entrada de um “rico” no reino dos céus, sendo mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus (Mateus 19:24).

O camelo que passa pelo fundo de uma agulha, em uma das interpretações sobre este versículo, se refere a uma pequena porta que havia no muro de Jerusalém, e que para um camelo passar por ela seria necessário que lhe tirassem todas suas bagagens e ainda assim ele deveria se ajoelhar e ser empurrado, tipificando que não se entra no reino dos céus carregando “bagagens humanas”, ou seja, carregando o que é deste mundo.

Já o principal exemplo que temos de cobiça ao dinheiro, nos remete a aquele jovem descrito em Mateus 19, que, instado a vender seus bens e dar aos pobres, para depois, seguir ao Senhor (v. 21), retirou-se triste, por ser dono de muitas propriedades (v. 22), justamente pelo fato de amar mais seus bens do que o Senhor. Logo, o simples fato de aquele jovem possuir muitas propriedades não lhe impediria de seguir o Senhor, mas sim o apego ao dinheiro, o amor aos seus bens ser maior que o amor por Jesus, a ponto de escolher permanecer com eles, do que entrar no reino dos céus.

Jesus já sabia que aquele jovem possuía amor ao dinheiro e a suas propriedades, de modo que o constrangeu a vendê-los, não porque objetivava beneficiar algum pobre com as doações, mas simplesmente pelo fato de demonstrá-lo que a perfeição perante Cristo se obtém com um coração íntegro perante ele, sem obstáculos, sem impedimentos.

Deus requer aquilo que domina o nosso coração e o impede de servi-Lo. Devemos ser livres e desembaraçados de todo peso, sendo como pobres, mas ricos e enriquecendo a muitos; nada tendo, mas possuindo tudo (2 Coríntios 6:10).


Colaboração enviada por Carlos Alexandre Rodrigues de Lima. 
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