Você sabe o porquê de Paulo ter escrito a carta a Filemom? A resposta é…

Existia um homem chamado Onésimo que era servo de Filemom. Onésimo roubou Filemom e fugiu, o que, provavelmente, fez com que Filemom ficasse furioso a ponto de que mandasse prender Onésimo para que recebesse a devida punição. Isso seria perfeitamente justo a se fazer, porém, quando Paulo estava em Roma, encontrou Onésimo lá. E, ao conhecer Paulo, Onésimo recebeu o evangelho e aceitou o Senhor como seu único Senhor e salvador – que maravilhoso!

Se fosse você no lugar de Filemom, isso seria o suficiente para que todo sentimento ruim por Onésimo saísse de você? Por isso Paulo escreveu a carta a Filemom – pedindo em nome do amor (Fm 9), que Filemom aceitasse Onésimo de volta, não como servo, mas como irmão (Fm 16). Jovem, a base para expressar a Cristo é que amemos as pessoas em nome do amor – exato, amar em nome do amor, devemos amar as pessoas pelo amor! Mas não é por um amor qualquer, mas pelo amor de Deus e esse amor é o próprio Deus, como diz 1 Jo 4:8: “Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor.”

Quantas vezes acabamos tendo rancor pelas pessoas até mesmo sem motivo? Cada dia que se passa, a sociedade tem chegado a um ponto cada vez mais deplorável. Jovem, você já ouviu/usou a palavra “ranço”? “Tenho ranço de tal pessoa”, “Ai, que ranço”, etc. Pare para pensar: em meio aos jovens de hoje, ter “ranço” é algo completamente natural e aceitável pela sociedade – é como se fosse legal ter “ranço”.

O que leva uma pessoa a sentir esse “ranço”? Na maioria das vezes, é simplesmente alguém que não vai com a cara da pessoa sem absolutamente MOTIVO NENHUM! Jovem, eu te pergunto: você acha isso normal? Você acha que não tem problema não gostar de uma pessoa por motivo nenhum?

Em Mt 24:12, o Senhor fala: “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos.” Jovem, você quer fazer parte desse “quase todos”? O amor na sociedade está ficando cada vez mais escasso que não existe nem mesmo a indiferença (não dizendo que a indiferença é algo bom) – quando uma pessoa não conhece a outra, simplesmente tem “ranço” porque não foi com a cara da pessoa. É como se a pessoa dissesse: “Eu lhe odeio até que prove que é uma pessoa legal.”

Uma vez, um jovem me contou uma situação que ele passou durante um evento da igreja: havia um outro jovem por quem ele tinha “ranço” e, por causa disso, ele não conseguia nem mesmo desfrutar do Senhor quando esse outro jovem estava perto. Então, o que é isso que nos destrói a ponto de não conseguirmos tocar no Senhor? Infelizmente, esse sentimento, que a princípio era algo inventado, passou a ser algo real.

Logo, se não é mais uma coisa inventada, o que devemos fazer? Orar! Algo que mudou a minha vida foi a oração. Eu quero passar esse encargo para você, amado leitor. Ore! Se você é uma pessoa que sofre com “ranço”, eu peço que você leve isso diante do Senhor. Existem infinitos motivos diferentes que podem ter gerado esse sentimento em você, por isso não posso dar uma saída exata do que fazer. Gostaria de propor que você orasse pela vida da pessoa por quem você tem esse sentimento ruim. Isso é amar em nome do Amor!

“Amar” é o verbo e “amor” é o sentimento. Então, amar remete a uma ação, expressar o sentimento do amor. Mas como vamos amar sem ter amor? Aí entra a humanidade perfeita do Cristo que habita em nós – Cristo ama essa pessoa! Então: “Nós amamos porque Ele nos amou primeiro” (1 Jo 4:19)! Ore para que Deus lhe dê esse sentimento que, então, primeiro você vai orar pela pessoa em nome do amor de Cristo, e pouco a pouco, esse sentimento vai se tornando também seu! Você vai amar por causa do amor – que é o próprio Deus (1 Jo 4:8)! Então, jovem, simplesmente ore que você amará em nome do amor!

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