Desde o princípio, Deus tem se comunicado com Sua criação e expressado o Seu desejo, deixando-a livre para cumprir ou não Sua vontade. Logo após a queda, as coisas ficaram bem difíceis para o homem, pois este quis ser independente de Deus, o pecado foi introduzido e sua disposição natural voltou-se para a satisfação de sua vontade própria. 

Apesar da queda ter sido culpa do homem e de sua escolha no Jardim do Éden, Deus providenciou a redenção para que pudesse se conectar e falar novamente com ele.

No livro de Jeremias, em diversas passagens o profeta fala pelo Senhor: “ouçam a minha voz e guar­dem os meus mandamentos”. No entanto, observamos, na narrativa, que o povo era obsti­nado, de dura cerviz e não dava ouvidos à voz do Senhor (Jr 6:17; 11:7-8; 25:3). A consequência disso foi trágica: Deus os afastou da Sua presen­ça, permitindo que fossem levados ao cativeiro (2 Rs 17:13-23).

O desejo de Deus era que eles dessem ouvidos à Sua palavra e a obedecessem para que permane­cessem em Sua presença, desfrutan­do de um relacionamento mara­vilhoso e do Seu cuidado (Dt 5:29-33).

Se ouvimos o Senhor, somos Seu tesouro pessoal

A fé vem pelo ouvir e, após crermos, recebemos o Espírito de Deus como um selo de que pertencemos ao Senhor a partir desse instante (Gl 3:2; Ef 1:13).

Dar ouvidos à voz do Senhor e obedecer à Sua palavra significa que muitas vezes abriremos mão de nossa vontade pessoal para fazer a Dele. Isso parece ruim, mas perceberemos que só nos traz benefícios, dos quais o melhor é a comunhão com Ele, em que lhe falamos e sabemos que Ele ouve e responde, pois fez de nós Seu tesouro pessoal e estabeleceu Sua presença em nosso meio (Lv 26: 11-16).

A nossa condição e satisfação interior dependem do quanto ouvimos e guarda­mos a palavra de Deus (Jo 15:11). Se sentimos que estamos morrendo espiritualmente, isso significa que pre­cisamos nos voltar imediata­mente à palavra, pois ela nos confere vida. Obser­ve o exemplo de Lázaro e da filha de Jairo: em ambos os casos, os dois estavam mortos, mas, ao ouvirem Jesus falar, ressuscitaram (Jo 11:43-44; Mc 5:41).

Jamais poderemos dizer que não ouvimos a voz do Senhor, que não soubemos o que Ele queria conosco, pois Sua voz tem ecoado desde “cedo” por meio dos seus profetas, cartas, livros e mensagens no rádio, na televisão e na internet (Pv 1:20-33).

Também não podemos nos enganar (ou achar que enganamos a Deus) servindo, ofertando ou sacrificando em vez de ouvir e obedecer à Sua palavra, pois o serviço aceitável é aquele que é feito de acordo com Sua vontade (Jr 7:22-23).

Precisamos compartilhar o que ouvimos

Sabemos que estamos vivendo nos momentos finais, por isso reafirmamos aquilo que é repetido quatro vezes no livro de Apocalipse: “Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às Igrejas” (Ap 2:7,10-11,17,26). Se você chegou até aqui, é porque Deus deseja falar com você. Ouça e atenda ao chamado Dele; não endureça seu coração nem fuja, pare de resistir, renda-se. 

Ore com simplicidade e honestidade, dizendo a Ele o que está se passando, expondo suas dificuldades e anseios e peça a Ele que o ajude a Lhe obedecer.

Finalmente, quero dizer que, se você foi ajudado por esse texto ou tem sido abençoado pela palavra de modo geral, compartilhe esses conteúdos com aquela pessoa que você sente que precisa ler ou ouvir tais mensagens. Sabemos que muitos precisam ou­vir a palavra, mas como ouvirão se não há quem pregue? Como crerão Naquele de quem nada ouviram a respeito? Você também foi convocado e compartilha dessa responsa­bilidade de pregar o evangelho (Rm 10:14).

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