Na última semana, de 11 a 14 de Janeiro,  aconteceu a Conferência Geração Santa, com o tema “Transformados para Transformar”. Foram quatro dias intensos de ajuntamento visando participar de mensagens, palestras, momentos de louvor e atividades recreativas. Nesse período, algo marcante foi produzido nos participantes, que receberam conteúdo e encorajamento para viver a vida cristã.

Quem participou pôde perceber o cuidado envolvido na preparação do evento destinado a adolescentes (11 a 17 anos), mas cujo conteúdo impacta pessoas muito além dessa faixa etária — falo por experiência. Eles são privilegiados por receber ensinamentos essenciais nessa fase da vida, que é tão importante para sua formação.

Um dos principais assuntos desenvolvidos ao longo da Conferência foi o entendimento bíblico sobre identidade. Num mundo onde vozes confusas e diversas se apresentam para dizer quem somos, precisamos de um referencial sólido e claro a respeito do tema. E é na Bíblia que podemos encontrá-lo. 

Uma nova vida, oculta em Cristo

A última mensagem, ministrada pelo nosso querido irmão Marco Mello, tocou bastante nesse ponto. Uma bela ilustração com a figura da metamorfose de uma borboleta foi utilizada para falar sobre quem somos e o que Deus deseja fazer em nossas vidas. Estamos num processo de transformação. Em Colossenses 3:1-2 lemos:

“Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus. Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra; porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus.”

Nós, os que cremos, morremos com Cristo para nosso velho ser, mas fomos ressuscitados juntamente com Ele. Agora temos uma nova vida, a qual não pode ser percebida por nossa aparência exterior, mas está oculta com Cristo em Deus.

A figura da transformação de uma lagarta em borboleta nos ajuda a explicar essas coisas. Ainda não vemos essa nova vida se manifestando de maneira completa em nós. Ainda temos fraquezas, ainda pecamos. Contudo, cremos no que a Palavra diz: estamos no processo de nos tornar semelhantes a Cristo e um dia essa nova vida será plenamente manifestada em nós. Agora podemos ser como uma lagarta e a borboleta ainda não pode ser vista. Mas há algo escondido, reservado para o futuro! Um dia a metamorfose fará da lagarta um novo ser!

Deixando as buscas da velha vida

Sendo assim, por que viver como se fôssemos apenas uma lagarta? Por que buscar as coisas da velha vida sem Cristo? Se sabemos que temos uma nova vida, oculta Nele, devemos viver de acordo com essa nova vida. Ou seja, devemos “buscar as coisas do alto” e deixar as buscas da velha vida. Assim, a carta aos Colossenses prossegue:

“Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria” (v.5).

Se cremos que morremos com Cristo para nosso velho ser e que ressuscitamos para a nova vida de Cristo em nós, as práticas pecaminosas da nossa velha natureza precisam ser deixadas. Mas em quem acreditamos?

Pode ser que o mundo me diga que minha aparência me define. Se acredito nisso, viverei buscando aparência. Ou o mundo pode dizer que minha identidade depende do que eu sinto sobre mim. Se acredito nisso, viverei dependendo desses sentimentos. O mundo ainda pode me dizer que as coisas que me atraem definirão o que sou. Se acredito nisso, viverei baseado nessas atrações. 

Porém, todas essas coisas pertencem à lagarta, à velha vida. Deus diz quem somos: somos filhos amados Dele! As outras buscas não trarão descanso ao nosso coração! São injustas e não fazem sentido. Se temos uma nova vida, a vida de filhos (e os filhos se tornarão parecidos com o Pai), precisamos buscar as coisas dessa nova vida.

Contra a idolatria

Quão importante é o entendimento sobre nossa identidade em Cristo! Infelizmente, é muito fácil ligar nossa maneira de ver quem somos a várias coisas que não são a verdade bíblica. Temos a tendência de achar que o que Deus diz sobre nós não é suficiente e temos necessidade de outras coisas. Foi assim no jardim do Éden. Satanás levou Adão e Eva a questionarem a ordem de Deus sobre não comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Ele disse que, se comessem daquele fruto, seriam como Deus, conhecedores do bem e do mal (Gn 3:1-5). Assim, Adão e Eva desobedeceram a Deus e, de igual modo, também Lhe desobedecemos hoje, quando pensamos que precisamos de algo além daquilo que Ele diz e nos envolvemos em buscas por coisas que Ele reprova. Essa é uma forma de idolatria, pois tiramos a Palavra de Deus de seu lugar e nos definimos conforme outras palavras. Permitimos que outros ensinamentos governem nossos corações. 

Mas, graças a Deus, Ele vem nos guiar. As muitas vozes podem continuar falando, porém, nós seguiremos a Bíblia, as palavras daquele que nos fez, que nos salvou e tornou-nos seus filhos amados! Por isso, precisamos viver como filhos de Deus e buscar as coisas da nova vida que Ele nos dá.


É encorajador receber esse conteúdo na conferência. E não apenas o conteúdo, mas saber do apoio de irmãos muito queridos para caminhar junto com os adolescentes e jovens nesse processo de transformação que  não se limitará a nós, mas alcançará a outros por nosso meio, pois somos transformados para transformar! Que o Senhor nos faça conscientes de quem realmente somos Nele, e nos ajude a ajudar outros a receber esse entendimento.

Este foi um comentário sobre um dos trechos da última mensagem da “Conferência Geração Santa: Transformados para transformar”, a qual você pode assistir abaixo:

Aqui você pode ouvir e/ou assistir as demais mensagens e palestras:

Mensagens das Conferências (Site)

Mensagens das Conferências (Canal no Youtube)

Encorajamos a assistir e compartilhar o conteúdo dessa conferência maravilhosa!

E você participou da Conferência? Use os comentários para nos contar como foi a sua experiência!

A Conferência Geração Santa é um evento semestral realizado na Estância Árvore da Vida, em Sumaré – SP. Geralmente, cerca de 2 mil pessoas participam do evento, que é voltado para adolescentes entre 11 e 17 anos, mas conta também com a participação de voluntários de diversas idades.

 

Deixe seu comentário