Os acontecimentos descritos no livro de Ester ocorreram durante o reinado de Assuero, entre o decreto de Ciro, rei da Pérsia, para a reedificação da Casa do Senhor e o pedido de Neemias em favor da reconstrução do muro e da cidade de Jerusalém. 

Ester e seu tio Mordecai faziam parte da população que não havia retornado para a reconstrução do templo, haviam permanecido como os demais do povo de Israel: em terras que não lhes pertenciam, humilhados e espalhados entre as nações que o Império Persa havia conquistado.

A situação era adversa pois não haviam profetas na época. Também não há nenhum registro da palavra “Deus” em todo o livro de Ester. Não há menção direta ou comunicação clara de Deus a seu povo nesse período. A Sua obra e o Seu poder de salvação, no entanto, são claros e incontestáveis durante toda a história. Não importa a situação, não importa a gravidade dos problemas, ou ainda o quão silencioso Deus possa parecer. Ele nunca para de se importar com os Seus filhos, Ele nunca dará as costas  para aqueles que o temem e o buscam.

Podemos ver em Ester 3:1-11 que quando Mordecai se negou a curvar-se perante Hamã, assumiu a possibilidade de ser odiado por um homem poderoso. Mordecai tomou esse risco porque tinha convicção de que servia a Deus e se recusava a moldar-se aos hábitos e costumes do povo persa, caso isso significasse transgredir os princípios de adoração ao Senhor. Ele foi fiel e resoluto naquilo que havia recebido e por isso Hamã se irou contra ele e arquitetou um plano para matar todos os judeus.

Na segunda parte, entre os versículos 11 e 16 do capítulo 4, vemos que a primeira reação de Ester diante do pedido de seu tio foi ter medo. Ela temeu pela sua vida. Muitas vezes essa é nossa atitude, hesitar e temer, diante de um pedido do Senhor, de um “abre a boca e fala”, de um “pregue para essa pessoa”.

A resposta de Mordecai, no entanto, a abalou: “Se de todo te calares agora, de outra parte se levantará para os judeus socorro e livramento, mas tu e a casa de teu pai perecereis”. Ele sabia que o povo seria salvo, sabia que o Senhor seria fiel e lhes proveria livramento. Igualmente, tinha realidade de que se Ester não se posicionasse pelo povo ela estaria fora.

O nosso foco hoje é o reino e se não nos posicionarmos como verdadeiros filhos de Deus, se não agirmos como tais, não buscarmos crescimento de vida e não pregarmos o evangelho, “estaremos fora”.

“Quem sabe se para conjuntura como esta é que foste elevada a rainha?” – Não estamos onde estamos em vão, é pela misericórdia e sabedoria do Senhor. Temos que reconhecer que tudo vem de Deus e é necessário dar lugar a Ele, para que aja por meio de nós onde quer que estejamos.

No versículo 16 vemos a ação de Ester: ela e suas servas jejuaram. Também pediu para o povo que jejuasse. Ela pediu forças ao Senhor. Apesar de inicialmente ter temido, sabia que precisava fazer algo e que era o Senhor quem a sustentaria.

Jovem, lembre-se de que de Deus vem a nossa força e a Ele temos que recorrer em toda e qualquer situação.

 

Colaboração de Isabella Farias.

 

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