As três parábolas apresentadas no capítulo de 15 de Lucas fazem parte de uma mesma narrativa feita pelo Senhor: Ovelha Perdida, Dracma Perdida e do Filho Pródigo, tendo ao fundo, escondido sob o filho pródigo, um filho perdido.

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A Dracma Perdida e o Filho Pródigo

A primeira parábola apresenta a história do pastor que, ao perder uma de suas ovelhas, deixa as noventa e nove nos deserto e vai em busca de resgatar a ovelha perdida, achando-a traz sobre os ombros e celebra com festa (v.4-7).

A parábola da dracma perdida mostra uma mulher que, perdendo uma de suas dez dracmas, varre a casa até encontra-la. Assim como o pastor, a mulher celebra com grande festa ter achado a moeda (v.8-10).

Já na terceira parábola, após relatar sobre o filho pródigo, a história apresenta que: o filho mais velho chega do campo, ouve a música e as danças, busca um criado para saber o que acontece; e, ao saber que trata do regresso de seu irmão mais novo, se indigna. Então, ele indaga ao pai:

“Ele, porém, respondeu ao pai: Eis que há tantos anos te sirvo, e nunca transgredi um mandamento teu; contudo nunca me deste um cabrito para eu me regozijar com os meus amigos; vindo, porém, este teu filho, que desperdiçou os teus bens com as meretrizes, mataste-lhe o bezerro cevado.” Lc 15:29-30

O primeiro filho, que saiu e perdeu tudo o que tinha, corresponde à ovelha que estava perdida fora e foi resgatada por seu pastor. O filho mais velho se relaciona com a dracma perdida dentro de casa.

Quantas vezes estamos como esse segundo filho, perdido dentro da casa do Pai?

Não Seja Uma Dracma Perdida Dentro da Casa do Pai

Muitas vezes não sabemos o que se passa dentro da casa do Pai, quem chegou, o que está acontecendo, o que todos estão fazendo, estamos literalmente perdidos. Pior do que isso é não saber o que está no coração do Pai, quais suas vontades e seus propósitos. O filho mais velho estava por perto, sendo útil, estava no campo, representando que se esforçava fisicamente, mas não tinha o que era a primazia: a presença do Pai.

Replicou-lhe o pai: Filho, tu sempre estás comigo, e tudo o que é meu é teu;” Lc 15:31

Em nossa vida temos o mais importante que é a presença do Senhor. No entanto, muitas vezes, podemos estar apenas preocupados com as coisas do campo, enquanto o coração do Pai estava em celebrar festa na Sua casa. O salmista já apresentava que estar nos átrios do Pai tem muito mais valor do que estar em qualquer outro lugar.

“Porque vale mais um dia nos teus átrios do que em outra parte mil. Preferiria estar à porta da casa do meu Deus, a habitar nas tendas da perversidade.” Sl 84:10

O Senhor tem nos chamado para servir e a cooperar com Ele, entretanto, o mais importante é estar atento ao que se passa no coração do Pai. Podemos estar presentes nas reuniões, nos cultos, em diversas atividades e acampamentos, mas continuar sendo um filho perdido dentro de casa.

Devemos ser encontrados junto ao Pai, sabendo sua vontade, seu querer e assim sermos guiados pelos passos Dele, palmilhando-os a cada dia. Que buscar a presença do Pai esteja antes de todas as coisas em nossa vida! Utilizando sempre da leitura da palavra, da oração constante, do invocar o nome do Senhor,  dos estudos bíblicos, dos livros espirituais e dos artigos (como os publicados pelo Eu Vos Escrevi e outros sites cristãos).

Que a presença do Senhor tenha primazia em nossa vida e sejamos como a mulher que quebrou o vaso de alabastro sobre a cabeça do Senhor (Mc 14:3-9); como Zaqueu que correu e subiu na figueira para ver o Senhor passar (Lc 19:1-10); ou como Maria que escolheu a boa parte (Lc 10:38-42).

Que o Senhor nos ilumine e não sejamos como essa dracma perdida, que são os filhos de Deus que estão perdidos dentro de casa. Que o nosso anelo seja valorizar cada momento na presença do Pai!

Assim como a mulher procurou a dracma até encontrá-la, possamos olhar ao nosso redor e ver quais são as dracmas que o Senhor nos confiou. São irmãos, irmãs e jovens que o Senhor colocou em nossa caminhada para que nós ajudemos.

Essas dracmas existem dentro do ambiente da sua igreja, disponha-se para encontrá-las e para trazê-las de volta a Deus! 

Este texto é uma colaboração enviada por Luthuli Akanni. Saiba como colaborar, clicando aqui.

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