“Deixa de zoeira, ***” – disse um jovem a seus amigos, logo após terminar o culto da igreja.

[Os asteriscos dentre as aspas estão representando simbolicamente um palavrão.]

Você consegue imaginar tal acontecimento? Infelizmente, acredito que sim. E é provável que no último fim de semana você tenha ouvido um jovem falando assim.

O jovem do exemplo citado acima era alguém considerado “certinho”. Sabe aquele jovem que todos consideram ser “santinho” apenas por sempre estar nas reuniões da igreja e envolvido com serviços? Pois é… Mas esse jovem “santinho” foi ouvido pelos irmãos quando falou o palavrão na saída da reunião da igreja. E ali foi exposto um pouco do conteúdo oculto que havia nele.

“Pois a boca fala do que o coração está cheio” (Lucas 6:45b NVT).

Aquilo que falamos é reflexo do que há em nós. A boca é a porta de saída do que entra em nós. Talvez você esteja se indagando como algo entra em você. É simples: por meio de seus ouvidos e olhos. Tudo que você lê, assiste e ouve, entra em você. Logo, se você convive com pessoas que têm um linguajar inadequado, vê vídeos e lê coisas inadequadas, essas coisas entrarão em você e serão refletidas aos outros, mesmo que você ache que não.

Agora você pode estar pensando: “Esse jovem acabou com a imagem dele por causa de um palavrão!” Não, a questão não é essa. Não pense na imagem dele. A mera aparência não agrada ao Senhor, pois o Senhor não é como os homens, que só veem o exterior, Ele vê o coração. Sim, a imagem do jovem foi afetada. Contudo a preocupação dele não deveria  ser com a aparência (nem a sua deve) e sim com o coração. Não é sobre imagem que queremos falar neste texto, mas sobre a importância de refletir exteriormente o que agrada a Deus.

“O Senhor não vê as coisas como o ser humano as vê. As pessoas julgam pela aparência exterior, mas o Senhor olha para o coração” (1Samuel 16:7b NVT).

Nosso exterior deve manifestar o que há em nosso interior, não servir como uma máscara. Se o viver exterior for uma simples aparência, tenha certeza de que um dia ela será destruída e o que há de real no interior será revelado. Foi exatamente isso que ocorreu com o jovem em questão. Naquele momento, algo que havia no interior dele foi exposto por meio de um vocabulário que ofende ao Senhor e, portanto, não é adequado para ser pronunciado pelos lábios de um filho do Deus que é santo.

Sim, Deus é santo, é puro. E nós, seus filhos, fomos chamados à santidade. Mesmo que ainda num corpo pecaminoso, devemos buscar um viver de santidade.

“Agora, porém, sejam santos em tudo que fizerem, como é santo aquele que os chamou. Pois as Escrituras dizem: ‘Sejam santos, porque eu sou santo’” (1Pedro 1:15‭-‬16 NVT).

Prestem atenção que está escrito: “sejam santos em tudo”. “Tudo” inclui o modo de falar. Assim, um viver de santidade também inclui um falar de santidade. Devemos buscar ter um falar que condiz com o que somos: filhos de Deus. Nossa busca diária deve ser a santificação.

Santo significa separado, distinto, puro. Portanto, o que é pecaminoso não pode estar associado ao que é santo.  “Ah, mas será que um palavrão é pecado mesmo? Não pode ser só uma forma de expressão? Eu não acho que seja para tanto”  – Você pode imaginar. Será? Os palavrões têm significados de natureza sexual imoral. Isso você pode encontrar no dicionário, pode pesquisar. Eles não só conotam uma ideia imoral, eles realmente o são. A Bíblia nos diz:

“Que não haja entre vocês imoralidade sexual, impureza ou ganância. Esses pecados não têm lugar no meio do povo santo. As histórias obscenas, as conversas tolas e as piadas vulgares não são para vocês. Em vez disso, sejam agradecidos a Deus” (Efésios 5:3-4 – NVT).

Então, você ainda acha que não há problema em ter um vocabulário impuro, com sentido de imoralidade sexual, obsceno, vulgar? Saiba que a Palavra de Deus é nossa autoridade, não o seu ou o meu achismo. Toda Escritura é verdadeira e apta para o ensino. Considere esse ensinamento de Efésios. Ele não representa um padrão de falar “certinho”, “tradicional”, representa o padrão que agrada a Deus.

“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para nos ensinar o que é verdadeiro e para nos fazer perceber o que não está em ordem em nossa vida. Ela nos corrige quando erramos e nos ensina a fazer o que é certo” (2Timóteo 3:16 NVT).

Como foi dito no início: a questão não é a imagem, é o coração. Buscamos ter um viver de santidade para agradar a Deus, porque sabemos que é o desejo Dele e sabemos disso porque está escrito na Bíblia. Não fazemos isso por tradição, padrão social ou para agradar nossos pais e irmãos da igreja. Se estes fossem os motivos, ainda assim, mesmo tendo uma imagem “santinha”, estaríamos desagradando ao Senhor. Lembre-se de que Ele vê o coração!

Jovem, reflita sobre o modo como você fala. Que você tem ouvido e visto? Que tem saído de você? Seus lábios são puros? Há imoralidade no seu falar? Se a resposta for sim, arrependa-se. Você pode ter agora um novo começo, buscando ser santo, não vivendo em pecaminosidade. E se você é como o jovem do nosso exemplo, arrependa-se também. Deus não quer que você tenha uma boa imagem perante os irmãos e pastores da igreja. Ele quer que seu exterior reflita o Cristo que há no seu interior.

Por fim,  medite nestes versículos e, agora que tem a luz do Senhor, busque viver como filho da luz:

“Não se deixem enganar por palavras vazias, pois a ira de Deus virá sobre os que lhe desobedecerem. Não participem do que essas pessoas fazem. Pois antigamente vocês estavam mergulhados na escuridão, mas agora têm a luz no Senhor. Vivam, portanto, como filhos da luz!” (Efésios 5:6‭-‬8 NVT).

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