Você já parou para pensar o que seria de nós se juntássemos todas as nossas experiências com Deus em um livro? Sem dúvida seria magnífico… para alguns. Mas e para outros? Será que passaria de um parágrafo?!

Qual quantidade de Cristo temos experimentado diariamente? E semanalmente? Mensalmente? Podemos dizer que nossa experiência com Ele se resume a uma página, duas, um capítulo, um livro ou uma biblioteca?!

Na verdade, temos que pensar bem sobre isso. Talvez nossa experiência tem sido tão pequena que nos encontramos limitados em muitos aspectos, inclusive espiritualmente. Não O conhecemos e não O experimentamos. Para experimentar é preciso conhecer. Podemos dizer que diariamente vemos o Senhor por meio da leitura bíblica, do mesmo modo como usamos nosso computador, assistimos tv ou nos divertimos com jogos? É difícil poder dizer algo assim. A verdade é que Cristo na prática, ou seja, em nossa experiência, não é algo tão rico. No entanto, segundo a Bíblia, Cristo é o “Eu sou”, Ele é tudo em todos e pode fazer mais do que pensamos e do que pedimos. Para que Cristo seja tudo isso, há apenas uma condição: que nós utilizemos a fé.

Ao olhar para esse cenário, percebemos que há aqueles que não creem e há também aqueles que mesmo depois de crer em Deus e O aceitar como seu Salvador, estão sem fé ou deixaram de usar a fé.

Como assim? Posso ter crido e estar sem fé? Sim. Você um dia creu no Senhor, mas por alguma razão parou de usar sua fé depois disso. A nossa fé é o mais poderoso instrumento que recebemos, pois ao exercitá-la crendo, desfrutamos do que Cristo é e temos experiência (Hb 11:1, se quiser saber mais sobre a fé, clique aqui). Então, ao parar de usar a fé deixamos esfriar nosso espírito, porque não temos experiências vivas com Deus. Ou seja, tudo que Deus é está limitado por mim. O motivo: não usar a minha fé.

O que devo fazer numa situação dessa? A solução é simples: volte a usar sua fé. Mas, é claro, se bastasse dizer isso, muitos pensariam: “bom, eu já uso a minha fé”. É verdade… precisamos complementar: volte a usar a sua fé da maneira certa. Por um lado não usamos a fé, por outro usamos de maneira inadequada.

Usamos a fé de maneira inadequada quando a limitamos à aspectos como: a esperança,  a visão e a emoção. Se usássemos a fé de maneira adequada, não ficaríamos esperando por algo (esperança), não creríamos somente após vermos algum acontecimento (visão), ou simplesmente não estaríamos todo o tempo nos dizendo que não sentimos nada (emoção). Fé não é sentimento, não é ver, não é esperança.

Então o que é fé? Fé é uma certeza. Fé é o que substantifica o espiritual. Fé é o que torna real o espiritual. Assim, ao perceber um fato espiritual – algo que já é – não precisamos sentir que aquilo é real; ou esperar que aquilo seja real; ou ainda dizer que viu e, por isso, creu. Não! Podemos simplesmente assumir: é real, aqui e agora é real. Eu tenho certeza! Fé é certeza (Hb 11:1).

A fé é uma certeza que torna real o espiritual, aqui e agora. Não precisamos esperar, sentir ou ver. Precisamos apenas crer e ter certeza que aquilo já é realidade. Esse conceito deve ser aplicado em nossas orações. Dia após dia, inclusive em nossas orações, dizemos que não escutamos o Senhor. Porém, o Senhor fala por todas as maneiras possíveis e em cada oração Ele fala conosco. Agora nossa atitude deve mudar: ao terminar de orar temos que ter a certeza que Deus falou.

Deus sempre fala, mas nem sempre os ouvidos da nossa fé estão abertos para ouvi-Lo. Da mesma forma Ele sempre nos mostra o caminho, mas nem sempre os olhos da fé estão abertos para ter certeza e tomar a direção que Ele nos indica. Agora, a nossa oração deve ser de agradecimento, não precisamos mais nos esforçar para nos apoderar do que Deus já é e fez. Não podemos orar pedindo ao Senhor algo que Ele já é. Então, nossa atitude é agradecer.

Vamos aplicar a nossa fé a tudo o que Deus é e já fez. Assim, dia a dia nosso espírito será inflamado com realidade espiritual e experiências desfrutáveis que nos encorajarão a prosseguir. Teremos certeza sobre quem somos, qual nosso propósito e qual nossa vida.

 

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