Hoje em dia, falar com jovens sobre fé parece bem difícil, pois a maioria deles trata isso como algo distante e difícil de ser alcançado. É como se fé não coubesse aos jovens e só fosse possível tê-la após alguns anos de igreja e de idade. Mas é certo que não é assim. A Bíblia nos mostra que ter fé é o ato de crer (Hb 11:1, 6). E que, quando cremos, Deus pode operar em nós.

Em relação a Deus, ter fé significa ter “a certeza das coisas que se esperam, e a convicção de fatos se não veem” (Hb 11:1). Mas a fé vai além disso. A Bíblia nos mostra que sem fé é impossível agradar a Deus e que aquele que O busca deve crer que Ele existe e que é capaz de nos dar o galardão (v. 6).

A fé é o que entrou em nós quando cremos e por ela nos tornamos filhos de Deus (Jo 1:12). Ela é capaz de aumentar ou diminuir de acordo com nossas experiências com Deus, por meio de Sua Palavra e da oração.

Muitos jovens ao longo das eras provaram que é possível exercitar a fé e fazer a diferença. Se você acha isso difícil, vejamos as histórias de três jovens (José, Daniel e Paulo) e aprendamos com elas. Dê a esses três exemplos a chance de trazer uma lição sobre como lidar com a fé e se surpreenda, vendo que também pode ser assim.

Comecemos com a história de José (Gn 37:1-50:26). Mesmo sendo traído, vendido como escravo (37:23-28), injustiçado e preso (39:11-20), ele não perdeu a fé e Deus estava com ele continuamente por causa disso (v. 21). Certamente, por vezes, José não entendeu o porquê daquelas coisas estarem acontecendo com ele, mas perseverou em manter e exercitar a fé em cada provação. Isso resultou em  Deus o exaltar e fazê-lo governador do Egito (41:37-57); e ao final, ele conseguiu entender que sua jornada de sofrimento tinha um propósito: a conservação da vida (45:5).

A fé de José foi resultado da visão que ele teve. Essa visão o governou por toda a vida e o manteve firme mesmo com tantas barreiras e sofrimentos. Tal como José, devemos manter a fé, mesmo que somente ao final da jornada tenhamos entendimento do propósito pelo qual demos vários passos.

Daniel, por sua vez, foi tirado da sua terra e levado para a Babilônia (que simboliza pecado e idolatria), como descreve Daniel 1:1-4. Lá, tentaram mudar sua identidade, tudo o que era, sabia e fazia (v. 5). Mas ele sabia muito bem quem era e não negou a Deus, manteve sua fé, não querendo contaminar-se (vs. 10-15), e não deixou de adorar a Deus. Por isso, chegou até a ser jogado numa cova com leões (6:16). Nesse momento Daniel não murmurou, mas demonstrou que a fé é expressa muito mais em atitudes do que em palavras (v. 22). Devemos ter uma fé como a de Daniel, que se expressa em atitudes que testemunham o poder de Deus.

Por fim, temos Paulo. Ele foi instruído aos pés de Gamaliel (At 22:3), grande intérprete da lei da época. Enquanto judeu fervoroso, Paulo perseguia os cristãos, encarcerava-os e até consentia na morte deles (8:1). Mas, ao obter a visão do Senhor, passou a dar a própria vida como sacrifício por Cristo (2 Tm 4:6). No caso de Paulo, o que chama a atenção é o fato de que sua fé foi intensa tanto no judaísmo como no cristianismo e, por causa da sua visão governante, foi usado e ousado na obra de Deus. Que nossa fé seja semelhante a de Paulo e, como ele, busquemos ter uma fé constante, uma visão governante e ser usados e ousados na obra de Deus.

Portanto, podemos ver que esses jovens eram como nós: passaram por tentações, dificuldades e pecados. Eles, porém, exercitaram a fé e, então, o poder de Deus operou por meio deles. Se eles conseguiram exercitar a fé, mesmo em meio a tantas provações, nós também podemos! Vamos manter nossa comunhão com Deus sempre em dia, desfrutando tudo o que Ele é e pode fazer em nossa vida. Desse modo, por meio das nossas experiências com Ele, nossa fé será cada vez mais crescida e desfrutaremos o poder do exercitar da fé!

Provai e vede que o Senhor é bom!” (Sl 34:8).

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