Ler os testemunhos dos “heróis da fé” é sempre encorajador, apesar de expor bastante o quão distante estamos do viver que eles tinham com o Senhor.


Esses “heróis” na verdade nada eram em si mesmos, mas, como o autor sempre enfatiza nessas 20 pequenas, porém valiosas, biografias, uma vida de profunda comunhão com Deus era o segredo do êxito que esses irmãos tiveram. Por terem uma intensa vida de oração, foi que alguns deles puderam realizar grandes avivamentos, levando multidões inteiras a chorar por seus pecados e se arrepender verdadeiramente deles. Também por conhecerem profundamente o  grande amor do Salvador foi que outros foram constrangidos a levar o evangelho a povos nunca antes alcançados, por muitas vezes arriscando as próprias vidas.

Graças ao Senhor por todos os frutos que Ele pôde produzir por meio dessas vidas. Além disso, tais vidas foram testemunhas de Deus. Só temos a agradecer por ter esses exemplos registrados para que possamos aprender com eles. São desses as biografias contidas no livro: Jerônimo Savonarola, Martinho Lutero, John Bunyan, Jonathan Edwards, John Wesley, George Whitefield, David Brainerd, William Carey, Christmas Evans, Henry Martin, Adoniram Judson, Charles Finney, George Müller, David Livingstone, John Paton, Hudson Taylor, Charles Spurgeon, Pastor Hsi, Dwight Lyman Moody, Jonathan Goforth.

Aqui estão alguns fragmentos do livro para uma pequena amostra:

Não muito depois de começar o ruído das máquinas, o pregador, um rapaz alto e atlético, entrou na fábrica. O poder do Espírito Santo ainda permanecia sobre ele; os operários, ao vê-lo, sentiram a culpa de seus pecados a ponto de terem de se esforçar para poderem continuar a trabalhar. Ao passar perto de duas moças que trabalhavam juntas, uma delas, no ato de emendar um fio, foi tomada de tão forte convicção, que caiu em terra, chorando. Segundos depois, quase todos em redor tinham lágrimas nos olhos e, em poucos minutos, o avivamento encheu todas as dependências da fábrica”.

Sobre o avivalista Charles Finney.

 Diversas tribos combinaram matar o “indefeso” missionário e findar, assim, com a religião do Deus de amor em toda a ilha. Contudo, como ele mesmo se declarava “imortal até findar sua obra na terra”, evitava, em pleno campo, os inúmeros golpes de lanças, machadinhas e cacetes, armados pelas mãos dos indígenas.

John Paton foi missionário entre índios canibais nas ilhas do Pacífico.

O poder daquele sermão não cessa de operar no mundo inteiro. Mas convém saber algo mais da parte da história geralmente suprimida. Imediatamente antes desse sermão, por três dias Edwards não se alimentara; durante três noites não dormira. Rogara a Deus sem cessar: ‘Dá-me a Nova Inglaterra!’ Ao levantar-se da oração, dirigindo-se para o púlpito, alguém disse que tinha o semblante de quem fitara, por algum tempo, o rosto de Deus. Antes de abrir a boca para proferir a primeira palavra, a convicção caiu sobre o auditório.

Sobre o grande avivalista Jonathan Edwards.

Nunca deixo de me regozijar porque Deus me tem designado para tal oficio. O povo fala do sacrifício que eu fiz em passar tão grande parte da minha vida na África. É sacrifício pagar uma pequena parte da divida, divida que nunca poderemos liquidar, e que devemos a nosso Deus? É sacrifício aquilo que traz a bendita recompensa da saúde, o conhecimento de praticar o bem, a paz do espírito e a viva esperança de um glorioso destino? Não há tal coisa! E o digo com ênfase: Não é sacrifício!Nunca fiz um sacrifício! Não devemos falar dos nossos sacrifícios ao nos lembrarmos do grande sacrifício que fez aquEle que desceu do trono de seu Pai, nas alturas, para se entregar por nós.

David Livingstone, famoso missionário, explorador  e abolicionista no continente Africano.

Não é, pois, de admitir que as forças físicas de Hudson Taylor começassem a faltar. Não tanto pelas privações e cansaço das viagens contínuas, nem pelos esforços incansáveis em escrever e pregar, nem pelo peso das grandes e inumeráveis responsabilidades de dirigir a Missão no Interior da China. Os que o conheciam intimamente sabiam que era um homem “gasto de tanto amar”.

Hudson Taylor, o pai das missões no interior da China.

Em Chicago, o Circo Foreaugh, com uma tenda de lona que abrigava 10 mil pessoas sentadas e outras 10 mil em pé, anunciou espetáculos para dois domingos. Moody alugou a tenda para realizar cultos pela manhã – os donos achando muita graça em tal tentativa. Mas no primeiro culto a tenda ficou repleta. Foram tão poucos os que assistiram aos shows do circo à tarde, que os donos resolveram não fazer sessão no segundo domingo. Entretanto, o culto evangelístico realizou-se sob a lona no segundo domingo. O calor era tanto que dava a impressão de matar a todos, porém cerca de 18 mil pessoas ficaram em pé, banhados em suor e esquecidos do calor. No silêncio que reinava durante a pregação de Moody, o poder desceu e centenas foram salvos.

Dwight L. Moody, famoso evangelista.

Ficha técnica:

Título: Heróis da Fé

Autor: Orlando Boyer

Editora: CPAD

Páginas: 236

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