O portal de notícias Gospel Mais, publicou no dia 18 de agosto de 2017, uma notícia que não é surpresa para aqueles que sabem que o evangelho será pregado em todo mundo (Mt 24:14). Depois de ler esse texto, me senti encorajado e inspirado a escrever a respeito do assunto, pois é encorajador saber que, em países fechados para o evangelho, o Senhor tem usado seus filhos para levar a Sua palavra, os quais cruzam barreiras praticamente intransponíveis para apressar Sua vinda.

A Coréia foi dividida em duas, por questões políticas e ideológicas. A parte sul tem um dos maiores números de cristãos da Ásia. Na parte norte, são poucos e os que ali estão, vivem a fé em sigilo, pois o governo não apoia nenhum credo religioso. Seu ditador, Kim Jong-un, pode ser comparado a  líderes que a Bíblia menciona, como Faraó, rei do Egito na antiguidade; e Nabucodonosor, que governou a Babilônia, região da Mesopotâmia, localizada aproximadamente onde hoje fica Iraque.

O ditador norte-coreano e os reis do antigo Egito

No Egito antigo a influência do Faraó era absoluta. Ele tinha poder de decisão nas variadas esferas da sociedade. Isso o assemelha ao regime do ditador Norte Coreano. Naquela época, assim como na Coreia do Norte, a transição de poder era hereditária, concentrando um domínio perpétuo em uma só família. A arrecadação de impostos era controlada pelo próprio Faraó que decidia em quais áreas o recurso seria utilizado. Com a centralização do poder político e econômico nas mãos do tirano, o controle e opressão das massas era muito eficaz.

Ainda assim, havia no Egito, pessoas fiéis a Deus que ousavam desafiar Faraó, como as parteiras hebreias que, ao receber a ordem de matar os recém nascidos de seu povo, “temeram a Deus e não fizeram como o rei do Egito lhes dissera” (Ex 1:17). Mais tarde, Moisés obedeceu a Deus e liderou os hebreus para fora daquela terra, onde eram escravos.

O tempo passou, mas as formas de domínio e opressão dos tiranos continuam  as mesmas.

O ditador norte-coreano e Nabucodonosor

É interessante notar que o ditador da Coreia do Norte se acha muito mais que um líder, ele se considera um deus e força adoração a si próprio.  Nisso, assemelha-se a Nabucodonosor, o rei da Babilônia, o qual, segundo o capítulo 3 de Daniel, fez uma grande estátua de ouro maciço com sessenta côvados de altura e seis de largura (cerca de 27 metros de altura e 2,7 de largura). Muitos estudiosos da Bíblia apontam que essa imagem, seria a do próprio rei. Nabucodonosor ordena que ela seja feita em ouro, por conta da revelação do sonho que tivera de uma grande imagem, no capítulo anterior,  na qual, a cabeça de ouro representava seu império. Logo, com a imagem erguida o rei forçava seus súditos à adoração de sua própria pessoa, assim como o ditador da Coreia do Norte deseja ser adorado.

A diferença entre os dois é que o rei babilônico era de religião politeísta (adoravam vários deuses antigos). Enquanto isso, segundo o que as poucas informações indicam, Kim Jong-un quer moldar uma religião monoteísta (adoração ao único  deus) onde ele mesmo seja o deus adorado. A imagem do topo deste post mostra pessoas adorando a imagem de Kim Il-sung e Kim Jong-il, respectivamente, avô e pai de Kim Jong-un.

Depois que a imensa estátua foi erguida, a ordem vigente era que: “no momento em que ouvirdes o som da trombeta, do pífaro, da harpa, da cítara, do saltério, da gaita de foles e de toda sorte de música, vos prostrareis e adorareis a imagem de ouro que o rei Nabucodonosor levantou” (Dn 3:5). Os amigos de Daniel não se prostraram diante das exigências do rei, que representa satanás e seu sistema. “Se o nosso Deus, a quem servimos, quer livrar-nos, ele nos livrará da fornalha de fogo ardente e das tuas mãos, ó rei. Se não, fica sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses, nem adoraremos a imagem de ouro que levantaste” (v. 17-18).

O sistema mundano apresenta-se como muito vantajoso, especialmente aos jovens, porém devemos nos espelhar na atitude dos amigos de Daniel. Eles estavam na Babilônia (mundo) mas sabiam qual era sua verdadeira origem (Jerusalém). Eles tinham identidade, sabiam quem eram. Estavam no mundo, mas não eram do mundo (Jo 15:19).  A luz do Senhor brilhava neles e eles faziam a diferença. Não eram pessoas quaisquer. Sabiam que Deus era com eles. Na frase “se o nosso Deus a quem servimos, quer livrar-nos” percebemos que respeitavam a soberania de Deus, mantendo sua posição de servos. Não inverta as coisas! Somos servos e Deus, o Senhor.

É nítido que o inimigo de Deus durante toda a história da humanidade tenta atrasar o plano do Senhor, mas uma coisa nos conforta, que Ele não “é homem para mentir nem filho do homem para se arrepender, porventura diria ele, e não o faria? Ou falaria, e não o confirmaria?” (Nm 23:19). O que o Senhor fala se cumpre. Ele foi o exemplo de um falar assertivo, preciso e confiável (Mt 5:37). Em Mateus 24:14, Jesus Cristo profetiza que o evangelho do reino será pregado em todo mundo para testemunho a todas as nações.

O evangelho em todas as nações

Hoje, no século XXI, os sinais apontam que o grande dia da volta do Senhor está chegando (Rm 13:12). O Senhor Jesus está levantando pessoas de todas as classes sociais em todos os lugares para serem divulgadores do seu evangelho. Os veículos de comunicação estão mais rápidos, hoje se vê e ouve o evangelho por meio das redes digitais, da TV aberta e fechada. Pessoas assumem riscos pelo evangelho, como no caso da Coreia do Norte, onde amados irmãos precisam enfrentar o risco de tortura e até morte. Tudo isso é o Senhor que está fazendo porque Ele deseja que todos sejam salvos (1 Tm 2:4). É por isso  que um dia Deus levantou Seus filhos para dar testemunho no Egito e na Babilônia. É também por isso que, atualmente, Deus levanta cristãos em todos os países, inclusive na Coreia do Norte.

Ao findar dos tempos, haverá o julgamento final, os que são filhos de Deus serão abençoados com a vida eterna e os filhos da desobediência sofrerão eternamente no lago de fogo (Ap 20: 11- 15, Mt 25: 46). A oportunidade da benção ou maldição eternas são dadas através das palavras do evangelho. Por isso, temos de dar graças ao Senhor pela expansão evangelística em outros países.

Jovens, diante de tudo o que falamos neste texto, temos que ter a sensibilidade de buscarmos o Senhor e seu Reino desesperadamente. Além disso, também precisamos ter o desejo de ser canais para a expansão do evangelho. Desejo que, ao vê-lo avançando em outros países, você se lembre que, a despeito da tirania, opressão e idolatria, nada pode parar a Palavra de Deus!

Ao ver as difíceis histórias do Egito, da Babilônia e da Coreia do Norte, que você seja  motivado a seguir em frente dando sua colaboração para o avanço do Senhor onde estiver! Se o evangelho avança em ambientes e circunstâncias difíceis em outros países, também pode avançar em sua casa, na sua família e na sua escola! Vamos olhar para Cristo focando o reino, perseverando até o fim e não deixando nada nem ninguém tomar nossa coroa, mas sim, fazer com que várias pessoas também participem da mesma autoridade futura que nos será concedida! Vamos pregar o evangelho, quer seja oportuno, quer não! Avante!

Quer saber mais informações sobre a situação dos cristãos na Coreia do Norte? Acesse o site da Portas Abertas, onde você também pode acompanhar notícias, testemunhos e pedidos de oração deste e de vários outros países onde há perseguição: https://www.portasabertas.org.br/categoria/cristaos-perseguidos/coreia-do-norte
COLABORAÇÃO ENVIADA POR JOSÉ NADSON E PAULO SÉRGIO.

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