Você já teve a experiência de jejuar? Quais foram seus interesses ao fazê-lo? Veja, jovem, o verdadeiro jejum é quando  não pensamos em nós, mas no cumprimento da vontade do Senhor!

Jejum, na Bíblia, é abrir mão de um direito legítimo para se dedicar à oração, interceder por algo diante do Senhor ou em favor de Sua obra. Quando alguém jejua, geralmente, está deixando de fazer algo que normalmente faria para se dedicar ao cumprimento da vontade de Deus. Entretanto, na maioria das vezes, a pessoa que se submete ao jejum dá mais ênfase aos sacrifícios que realiza do que ao fim deles. É comum encontrarmos pessoas que pensam que podem exigir algo de Deus  em benefício próprio unicamente por ter “jejuado”.

Em Isaías 58, Deus exorta Seu povo a observar o verdadeiro jejum, com as seguintes palavras:

“Seria este o jejum que escolhi, que o homem um dia aflija a sua alma, incline a cabeça como o junco e estenda debaixo de si pano de saco e cinza? Chamarias a isto jejum e dia aceitável ao Senhor? Porventura, não é este o jejum que escolhi: que soltes as ligaduras da impiedade, desfaças as ataduras da servidão, deixes livres os oprimidos e despedaces todo julgo? Porventura, não é também que repartas o teu pão com o faminto, e recolhas em casa os pobres desabrigados, e, se vires o nu, o cubras, e não te escondas do teu semelhante? ” (vs. 5-7).

Lembre-se jovem: Deus se interessa pelo nosso coração! Não queiramos nos esforçar para fazer grandes sacrifícios pensando em agradá-Lo, pois por nós mesmos somos incapazes de fazê-lo ou agradá-Lo. Nosso Deus é simples. Pequenas atitudes feitas de todo o coração são muito mais válidas do que grandes esforços. Não pensemos apenas em nós, mas primeiramente Nele!

Até mesmo antes de iniciarmos um jejum, é necessário consultarmos ao Senhor. Muitas vezes nós queremos escolher o tipo de “sacrifício” a ser feito. Precisamos ir diante do Senhor e deixá-Lo mostrar o que podemos abrir mão, para que Ele possa aceitar nosso jejum como uma oferta de aroma suave.

Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar; e o atender melhor é do que a gordura de carneiros. — 1 Sm 15:22b.

Jesus teve uma vida de jejuar. Ele abriu mão de toda a sua vontade para o cumprimento da vontade de Deus. Ele libertou os oprimidos dos pecados. Ele recebeu os que se encontravam sobrecarregados e cansados com a finalidade de aliviar seus fardos (Mt 11:28-30). Ele alimentou as multidões com pães e peixes (Mt 14:14, 19-21; Lc 9:11, 17), dentre outros maravilhosos feitos.

Diante disso, reflitamos sobre nossas práticas acerca do jejum. Estamos fazendo-o apenas para mostrar a Deus que nos sacrificamos por Ele ou queremos mostrá-Lo que o desejo do nosso coração é que Ele cumpra em nós a Sua vontade?! Como filhos e servos de Deus, sabemos que, à luz de Sua palavra, não subsistem pretextos nem desculpas acerca de nosso procedimento cotidiano. Precisamos nos arrepender de nossas segundas intenções, jovem! Que o Senhor tenha misericórdia de cada um de nós!

Texto inspirado no texto O jejum escolhido por Deus – Jornal Árvore da Vida, Edição 269 – Coluna: Ouvir e Praticar.

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