Parte 1: O destino da humanidade

Alguma vez você parou e se perguntou: por que eu preciso ser salvo? A resposta para essa pergunta pode mudar o destino da sua vida para sempre. A clareza sobre a condição da humanidade e dos caminhos que podemos seguir, de acordo com a Bíblia, são os passos iniciais para uma vida com propósito e esperança. Espero que, com essa leitura, Deus possa trazer mais luz para você sobre essa questão. Como esse tema é um pouco extenso, esse texto foi dividido em duas partes: na parte 1 vamos entender qual era o destino da humanidade e na parte 2 vamos falar sobre filiação e serviço. 

O destino eterno

Ao longo da história da humanidade as pessoas sempre se perguntaram: o que acontece após a morte? Muitas pessoas tentam responder essa questão e existem diversas teorias a respeito desse tema.

A Bíblia é muito clara em relação ao destino do homem após a morte e quais são as opções que nós temos: passar a eternidade com Deus ou passar a eternidade sem Deus.

  • “E estes irão para o castigo eterno, mas os justos para a vida eterna.” Mateus 25.46 NVI
  • “Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e horror eterno. Daniel 12.2 

À luz da Bíblia, a escolha de passar a eternidade com ou sem Deus é feita enquanto estamos vivos, após a morte isso não pode ser mudado. Não há reencarnação, somente ressurreição.

  • “E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo.” Hebreus 9.27 

Por que a morte existe?

A resposta é simples: a morte existe por causa do pecado!

  • Porque o salário do pecado é a morte”. Romanos 6.23a 

Deus é a fonte da vida e em um determinado momento da história da humanidade, o homem se separou de Deus (a queda do homem relatada em Gênesis 3). Onde Deus não está presente não há vida eterna, existe o pecado e a morte. Assim como uma folha só tem vida se ela estiver na árvore, o homem só tem a vida eterna se estiver conectado à fonte da vida, Deus.

Quando o homem se separou de Deus?

Conforme descrito em Gênesis 3, o homem se separou de Deus quando ele escolheu o mal.

A Bíblia nos ensina que somente Deus é bom. O homem foi criado para ter comunhão com Deus e, por causa desse relacionamento, conhecia o bem de Deus, o bem verdadeiro. No momento em que o homem acreditou que poderia ser bom sem Deus e comeu do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, pecou. A consequência do pecado foi a separação de Deus, ou seja, a morte, pois os dias do homem passam a ser contados e a morte espiritual, pois o pecado quebrou a ligação direta do homem com Deus. Não há bem próprio no homem após a queda, somente o mal. Na nossa mente caída, muitas vezes achamos que somos bons, mas a luz do Senhor mostra que o nosso coração é mau.

  • “O Senhor viu que a perversidade do homem tinha aumentado na terra e que toda a inclinação dos pensamentos do seu coração era sempre e somente para o mal.” Gênesis 6.5 NVI
  • Por que você me chama bom?’, respondeu Jesus. ‘Não há ninguém que seja bom, a não ser somente Deus.”  Lucas 18.19 NVI
  • “mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Dele não comereis, nem tocareis nele, para que não morrais. Então, a serpente disse à mulher: É certo que não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal. Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e a árvore desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu e deu também ao marido, e ele comeu”. Gênesis 3.3-6 

Nesse momento podemos questionar: se Deus sabe de todas as coisas, por que Ele colocou a árvore do conhecimento do bem e do mal e permitiu que o homem pecasse?

Porque Deus decidiu nos criar à Sua imagem e semelhança, ou seja, seres pessoais, essencialmente espirituais e dotados de intelecto: mente, vontades e emoções. Essas características deram ao ser humano autonomia para fazer escolhas (livre arbítrio). O homem foi criado para viver no Éden cuidando do jardim e tendo comunhão com Deus. Porém, como descrito em Gênesis 3, Adão e Eva escolheram desobedecer a Deus e comer do fruto proibido. A consequência desse pecado foi a morte e separação do homem, agora mau, do Deus eterno e bom.

O que determina nosso destino?

É comum pensar que pessoas boas vão para o céu e pessoas más vão para o inferno. Isso até faz algum sentido quando analisado da perspectiva humana, mas já parou para pensar como isso funcionaria na prática?

  • Que ações boas me levariam para o céu e que ações más me levariam para o inferno?
  • Será que o bem que eu faço hoje anula o mal que fiz ontem?

A resposta é não. O bem que fazemos não anula o mal que já fizemos, nem o contrário. Assim, não são as nossas ações (boas ou más) que determinam o nosso destino, mas a nossa escolha diante do ato de amor de Jesus, que será descrito ao longo do texto.

Uma vez que Adão e Eva estavam separados de Deus, eles não poderiam gerar filhos sem pecado, pois este passou a fazer parte da natureza do homem. A decisão de Adão e Eva gerou consequência para todos, pois toda a descendência, que inclui eu e você, nasceu separada de Deus, à semelhança de Adão.

  • “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram.” Romanos 5.12 ARA

Temos o costume de nos compararmos ao próximo e medir a nossa bondade, comparando os nossos atos com os atos de outras pessoas, e em geral, pensamos, “estou bem”. Porém, a partir da queda, a natureza do homem foi corrompida, nascemos maus, pecadores e carentes de redenção. A palavra diz que não há nenhum justo, que todos pecaram, que somos incapazes de praticar o bem e de não ter pecados.

  • “Todos se desviaram, igualmente se corromperam; não há ninguém que faça o bem, não há nem um sequer.” Salmos 14.3 NVI
  • “Todavia, não há um só justo na terra, ninguém que pratique o bem e nunca peque.” Eclesiastes 7.20 NVI
  • “Pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus.” Romanos 3.23 NVI

Jesus é a luz do mundo e o nosso modelo de comportamento, atitudes e pensamentos. Ao nos compararmos a Ele, conseguiremos enxergar a nossa sujeira e o quanto somos falhos e precisamos de sua redenção. Porém, dado que o coração do homem é mau, este nunca será capaz de agradar a Deus, por isso, o reconhecimento da nossa maldade e pecado é uma ação do Espírito Santo. Em Cristo, podemos ser justos, santos e bons, nunca em nós mesmos.

  • “Pois a mentalidade da natureza humana é sempre inimiga de Deus. Nunca obedeceu às leis de Deus, e nunca obedecerá. Por isso aqueles que ainda estão sob o domínio de sua natureza humana não podem agradar a Deus.” Romanos 8.7-8 NVI

Muitas pessoas buscam formas de se sentirem próximas a Deus, determinam regras e comportamentos que só mudam o exterior, mas o interior, que é o que importa, só pode ser transformado por Deus.

  • “Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus.” Filipenses 2.5 (NVI)
  • “Este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. Em vão me adoram; seus ensinamentos não passam de regras ensinadas por homens.” Mateus 15.8-9 NVI.

O ato de amor

O destino do homem era a condenação, não havia nada que o homem pudesse fazer para mudar isso. Porém, Deus nos amou e nos providenciou um novo caminho, uma nova oportunidade de viver com Ele e para Ele.

Deus enviou o Salvador ao mundo, o Seu próprio Filho que, mesmo sendo 100% Deus, se fez 100% homem, assumindo a natureza humana com todas as debilidades. Porém, Ele viveu no mundo sem pecado, morreu de forma injusta e ressuscitou, abrindo um novo e vivo caminho para Deus.

  • “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.” João 3.16-17 
  • “Ele não cometeu pecado algum, e nenhum engano foi encontrado em sua boca.” 1 Pedro 2.22 NVI

Esse ato de reconciliação partiu exclusivamente do próprio Deus. Nós não fizemos nada para merecer isso, nós éramos inimigos de Deus, mas Seu ato de amor abriu o caminho para a reconciliação entre o homem e Deus.

  • “Mas Deus demonstra seu amor por nós: Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores.” Romanos 5.8 NVI
  • “Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo.” 2 Coríntios 5.18a NVI
  • “Se quando éramos inimigos de Deus fomos reconciliados com ele mediante a morte de seu Filho, quanto mais agora, tendo sido reconciliados, seremos salvos por sua vida!” Romanos 5.10 NVI

Como posso ser salvo?

Com esse novo e vivo caminho que Jesus nos presenteou, temos a oportunidade de sermos redimidos, de nos reconciliarmos com Deus e viver uma nova vida em relacionamento com Ele. A palavra deixa bem claro que é somente através de Jesus que podemos alcançar a salvação, pois Ele é “o caminho” (e não “um caminho”), ou seja, não existe outra forma de nos achegarmos a Deus.

  • “Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” João 14.6 

Uma vez que você reconhece a sua condição de pecador, crê na obra que Deus realizou através de Cristo, arrepende-se dos seus pecados e confessa Jesus como seu Senhor, você é salvo!

  • “Se você confessar com a sua boca que Jesus é Senhor e crer em seu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo. Pois com o coração se crê para justiça, e com a boca se confessa para salvação.” Romanos 10.9-10 NVI

O processo de reconhecer Cristo como único e suficiente Salvador e o arrependimento genuíno são obras do Espírito Santo. É o Espírito que nos convence que somos maus, que estávamos mortos nos nossos delitos e pecados e que mesmo assim Deus nos amou e Jesus pagou o preço em nosso lugar.

  • “Mas eu vos digo a verdade: convém-vos que eu vá, porque, se eu não for, o Consolador [Espírito Santo] não virá para vós outros; se, porém, eu for, eu vo-lo enviarei. Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo” João 16.7‭-‬8 

O arrependimento é acompanhado por uma mudança de mente, uma decisão seguida por uma ação. É preciso ter cuidado para não confundir arrependimento com remorso. O remorso gera um sentimento de culpa, tristeza, medo, em outras palavras, gera morte. O arrependimento pode gerar tristeza, mas acima de tudo gera transformação, gera vida e frutos (Rm 12.2).

  • “Arrependam-se e voltem-se para Deus, para que seus pecados sejam apagados”. Atos 3.19 NVT
  • “A tristeza segundo Deus não produz remorso, mas sim um arrependimento que leva a salvação, e a tristeza segundo o mundo produz morte.” 2 Coríntios 7.10 NVI
  • “Dêem fruto que mostre arrependimento!” Mateus 3.8 NVI
  • “Quem esconde os seus pecados não prospera, mas quem os confessa e os abandona encontra misericórdia.” Provérbios 28:13 NVI

Na Bíblia temos diversos exemplos de remorso, como Judas Iscariotes, que sentiu remorso pela traição a Jesus e cometeu suicídio (Mt 27.3-5). Por outro lado temos Paulo, que se arrependeu e, de perseguidor da Igreja, passou a pregar o evangelho e viver para Cristo (At 9.1-31). O capítulo 4 da carta aos Efésios , descreve vários exemplos das mudanças geradas pelo arrependimento (vs 22-32).

Por que esse ato de amor nos salvou?

No antigo testamento, a justificação dos pecados era feita através do sacrifício de um animal, o qual representava a pessoa que o oferecia. Isso era necessário, pois a palavra deixa claro que sem derramamento de sangue não há remissão.

  • “Com efeito, quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão”. Hebreus 9:22

A diferença entre nós, cristãos, é que Jesus foi julgado em nosso lugar. Nossos pecados não foram apagados no sentido de que “deixaram de existir”, mas no sentido de que alguém já pagou por eles.

  • “Mas ele foi ferido por causa de nossa rebeldia e esmagado por causa de nossos pecados. Sofreu o castigo para que fôssemos restaurados e recebeu açoites para que fôssemos curados”. Isaías 53.5 NVT

Jesus tomou nosso lugar, derramando Seu sangue e morrendo por nós. Tudo isso em consequência ao nosso pecado. Porém, como Ele não tinha pecado, não poderia permanecer morto e, assim, ressuscitou vencendo aquele que tem o poder da morte. O justo foi injustiçado pelos injustos para que estes fossem justificados. E estes justos agora podem viver uma vida livres da escravidão do pecado e do medo da morte.

  • “Pois também Cristo sofreu pelos pecados uma vez por todas, o justo pelos injustos, para conduzir-nos a Deus. Ele foi morto no corpo, mas vivificado pelo Espírito.” 1 Pedro 3.18 NVI
  • “Mas Deus o ressuscitou dos mortos, rompendo os laços da morte, porque era impossível que a morte o retivesse”. Atos 2.24 NVI
  • “Portanto, visto que os filhos são pessoas de carne e sangue, ele também participou dessa condição humana para que, por sua morte, derrotasse aquele que tem o poder da morte, isto é, o diabo, e libertasse aqueles que durante toda a vida estiveram escravizados pelo medo da morte”. Hebreus 2.14-15 NVI

Fim da parte 1

Espero que você, querido leitor, possa ter compreendido a condição de morte e pecado da humanidade e a grandiosidade do ato de amor de Deus por nós. Na segunda e última parte desse texto falaremos sobre a nova vida que recebemos em Cristo e como devemos proceder a partir do momento que nos tornamos filhos e servos de Deus. Fiquem ligados. Que Deus abençoe vocês!

Colaboração enviada por Patrick Alves. 

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