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TEXTO

Quase todo mundo tem um segredo que guarda a sete chaves, de maneira que ninguém pode descobrir. Alguns têm a coragem de contar os segredos para os melhores amigos. Tudo bem, depois de contar, já não é mais um segredo. “Ah, mas é o meu melhor amigo, eu posso confiar”. Será mesmo? Vou lhes contar uma história sobre alguém que não guardou um pequeno segredo, contou para quem parecia confiável e, como consequência, morte aconteceu. Estou falando de Sansão. Vem comigo que você vai entender.

Deus escolheu a nação de Israel para que fosse o Seu testemunho de benção entre os povos. Ali Ele tinha o Seu governo entre as nações da terra (Dt 7:6).  Após Israel sofrer nas mãos dos Filisteus (Jz 13:1), Deus escolheu um juiz chamado Sansão para lembrar o povo de sua consagração no passado, liderar e libertá-los da nação inimiga. Sansão foi um nazireu, escolhido e separado por Deus, desde o seu nascimento, para trabalhar em Sua obra por toda sua vida (Jz 13:4-5). Uma das coisas que o Nazireu não podia fazer era cortar o cabelo, regra dada por Deus e que somente era conhecida pelo povo de Israel.

Sansão conhecia sua história, sabia quem era o seu povo, confiava em seu Deus e sabia que seu cabelo era o segredo de sua força (Jz 16:17). Esse segredo foi guardado por muitos anos. Porém, Sansão tinha algumas falhas.

A primeira falha era que Sansão gostava de se relacionar com as mulheres que eram cidadãs na nação inimiga. Durante sua vida ele quase se casou com uma mulher filisteia (Jz 14:1-3, 20) e também viveu relacionamento com prostitutas dos filisteus (Jz 16:1). Sansão tinha a fraqueza de gostar das pessoas erradas. Por que eram pessoas erradas? Porque estar num relacionamento com uma pessoa que não pertence ao povo de Deus não é a vontade divina para o homem. Abordamos esse assunto no texto sobre jugo desigual (clique aqui para ler).

A segunda falha é que ele confiava nas pessoas erradas. Antes mesmo de começar o “namoro” que ocasionou sua morte (que vamos falar já já), ele já tinha um problema para guardar segredo. Em Juízes 14, no quase casamento de Sansão (dizemos quase porque, se você reparar no contexto do cap. 14, sua quase esposa foi entregue para seu amigo, ou seja, o casamento não se consumou), vemos que ele foi perturbado pela noiva para lhe revelar a resposta secreta do enigma feito ao seu povo. A noiva o incomodou porque fora ameaçada pelo seu povo. Resultado: Sansão conta o segredo. Ou seja, Sansão confiou na pessoa errada, sua noiva, que estava sendo manipulada pelo povo filisteu. No final das contas, o povo morreu, a noiva foi entregue para outro e acabou sendo morta (14:20, 15:6).

Você está entendendo que a falha mortal de Sansão foi construída em sua vida através de pequenas atitudes anteriores? Seu comportamento, que até então parecia não ter problema, atraiu a pessoa perfeita para lhe causar morte. Sendo assim, passemos agora à história de Sansão, Dalila e o segredo mortal.

Com todo esse histórico, Sansão apaixonou-se por uma mulher chamada Dalila, filha de filisteus (Jz 16:4). Embora sendo sua “namorada”, Dalila foi mais fiel ao seu próprio povo que a Sansão. Isso porque, depois que descobriram o relacionamento deles, os Filisteus conversaram com Dalila para que ela os ajudasse a descobrir de onde vinha a força destrutiva de Sansão e ofereceram uma recompensa após o cumprimento da missão. Dalila aceitou a missão (Jz 16:5).

E assim, Dalila se torna cúmplice de seu povo. Ela começa a se passar por “namorada” amável para enganar Sansão. O relacionamento era uma fachada para a missão secreta do inimigo: matar, roubar e destruir (Jo 10:10). O modo de operação de Dalila foi bem parecido com o da quase esposa de Sansão.

Sansão foi muito ingênuo ou talvez excessivamente confiante em si mesmo. A pergunta que Dalila lhe faz é muito clara e deveria ter soado estranha aos ouvidos de Sansão (Jz 16:6). Dalila quer saber: qual o segredo de sua força? Como ele pode ser amarrado e subjugado? É quase inacreditável o fato de ele não desconfiar. Sansão estava cego de paixão, só pode!

Por três vezes, ela recebe respostas erradas e as testa. Mais uma vez, tenho de desabafar: como Sansão estava cego de paixão! Ele não percebeu o perigo que estava correndo. Dalila é insistente e aí começa uma campanha mais intensa, ao ponto de fazer Sansão se sentir com vontade de morrer (v.16). Ela manipulou os sentimentos dele de forma intencional para causar dor e obter sua resposta. Então, Sansão lhe conta o segredo: sou nazireu, nunca passou navalha na minha cabeça, por isso sou forte (v. 17).

Dalila providencia o corte de cabelo, logo depois de colocar Sansão para dormir em seu colo. Como consequência, ela agora se torna dominante sobre ele, passa a subjugá-lo e sua força se retira (v. 19). Os inimigos vem mais uma vez contra ele, só que, agora, em razão de seu segredo revelado, sem cabelo, o Espírito do Senhor se ausenta e Sansão é capturado. Seus olhos são perfurados e ele é exposto à vergonha de se tornar prisioneiro.

Essa “namorada” saiu caro, heim? Perder a visão já é algo ruim, porém, Sansão não perdeu só isso. Sansão perdeu o respeito e se tornou motivo de vergonha. Ele, que era o corajoso e forte guerreiro, foi transformado em um palhaço para divertir os inimigos (v. 25).

Como uma iniciativa final, Sansão se apoia nas colunas centrais da casa onde o povo estava reunido e pede a forças para Deus para que as derrubasse para matar os que estavam ali. Ele as derruba para matá-los e, ao mesmo tempo, perde sua vida (v. 28-30).

Nosso inimigo é sutil. O diabo não é um cara feio, vermelho, chifrudo e com a aparência assustadora. Não. Ele é o mestre do engano e como tal irá se disfarçar de coisas e de pessoas boas para te atacar. Muitas vezes, alguns te alertam, mas você escolhe ignorar. Você pensa que não vai acontecer nada e quando vê já está lá longe, cativo, sem visão.

Hoje o mundo não vai atacá-lo apenas uma vez. Os pecados não vão se revelar de maneira cruel a você. Na verdade, todos os grandes desafios enviados pelo inimigo vão se apresentar como uma boa “namorada”, eles vão te oferecer prazer para descobrir qual sua fraqueza e, então, irão roubar sua consagração, sua visão espiritual, sua força e a presença do Espírito Santo.

Se você considerar o cabelo de Sansão como sua consagração, poderá concluir que santidade é algo que se pode perder muito fácil, especialmente quando se relaciona com pessoas ou com coisas enviadas pelos inimigos.

Se revelar o segredo nessa história equivale a pecar, então, você verá que é como se ele estivesse pensando: “o pecadinho não vai me fazer mal” ou “se eu continuar fazendo tal coisa Deus vai continuar a me livrar, afinal ele já me livrou antes”. Sansão até escapou dos planos de Dalila por três vezes antes de ser pego. Porém, naquela noite, quando acordou para fugir novamente de seus inimigos o Espírito do Senhor já se tinha retirado dele. Veja o que diz o versículo 20: “E disse ela: Os filisteus vêm sobre ti, Sansão! Tendo ele despertado do seu sono, disse consigo mesmo: Sairei ainda esta vez como dantes e me livrarei; porque ele não sabia ainda que já o Senhor se tinha retirado dele.”.

E a questão da visão? O grande alerta é não permitir que a cegueira emocional se espalhe para nossos olhos físicos e nem para nossos olhos espirituais – o que também é um risco que corre ao ter uma Dalila na sua vida.

Jovem, quem é a Dalila da sua vida hoje? Quem é a pessoa ou qual é a coisa que tem aparência do bem, porém, na verdade está traindo você, que quer descobrir sua fraqueza e espera somente pela oportunidade perfeita para cortar seu cabelo? Dalila parecia boa, porém, certamente não era a vontade de Deus para Sansão. É curioso notar que, no caso em que ele quase se casou com a filisteia, a Palavra nos diz que o sentimento era da parte do Senhor, que buscava ocasião contra os filisteus (Jz 14:4). Porém, quando a Bíblia registra o relacionamento de Sansão e Dalila não há essa menção.

Jovem, quando nossa escolha no amor e em todos os aspectos da nossa vida não for a vontade de Deus, a coisa ou a pessoa que amamos irá encontrar nossa fraqueza e irá matar. Por isso, você tem de fechar as brechas que surgem em seu coração e o fazem desenvolver essas paixões cegas por coisas e por pessoas.  Você precisa conhecer o seu Deus, saber de onde vem a sua força, ter fé, conhecer a palavra de Deus, andar com seu povo e reconhecer que de fato você é um escolhido em Cristo, antes da fundação do mundo, para ser santo (uma condição interior) e irrepreensíveis (condição exterior) perante Ele (Ef 1:4-5).

Escolhamos as pessoas e coisas que podem receber o nosso amor sem nos matar. Façamos isso debaixo da luz de Deus e tudo dará certo!

Una-se a nós agora em uma oração: “Senhor, eu agradeço pelo que disse aqui. De fato, existem Dalilas em minha vida. Nesse momento te dou liberdade para que as tire. Me ajuda a enfrentar a dor que vier e a ter certeza que isso será o melhor para minha vida. Não quero viver morte, eu quero é vida e vida em abundância! Eu quero vitória sobre meus inimigos e não ser tratado como um palhaço por causa das minhas emoções. Confio em ti e na mudança que o Senhor já começou a fazer enquanto eu lia esse texto. Jesus é o Senhor!”.