Cristo gerou a Igreja como um suporte para a nossa vida social e espiritual. Ele já sabia que não conseguiríamos decidir e resolver tudo sozinhos, através do nosso entendimento e esforço natural. Os irmãos com quem nos relacionamos são necessários para o nosso crescimento e aperfeiçoamento. Por isso, diante dos problemas, busquemos discernimento e percepção para saber para qual irmão podemos expor nossa intimidade.

Em 2 Reis 4, ocorreu uma situação em que foi preciso ter esse discernimento. Eliseu, sempre que passava por Suném, era abordado por uma mulher rica que o oferecia pão (2 Rs 4:8). Ela havia percebido algo diferente em Eliseu. Ela teve o discernimento e percepção de que ele era um santo homem de Deus (2 Rs 4:9).

Por muito o considerar, ela e seu marido decidiram fazer um quarto em sua residência destinado a ele, para melhor o recebê-lo (2 Rs 4:10,11). Acompanhado de Eliseu estava o seu moço, Geazi, que percebeu que o casal não tinha filhos e o marido era velho (2 Rs 4:14). Eliseu chamou a mulher Sunamita e disse que em um ano ela abraçaria um filho (2 Rs 4:16). A mulher não acreditou (vs 16), mas no tempo determinado por Eliseu, ela concebeu (vs 17).

Passados alguns anos, o filho do casal começou a sentir fortes dores na cabeça, até que veio a falecer (vs 19,20). A mulher o deitou na cama e foi ao encontro de Eliseu (vs 21,22).

“Partiu ela, pois, e foi ter com o homem de Deus, ao monte Carmelo. Vendo-a de longe o homem de Deus, disse a Geazi, seu moço: Eis aí a sunamita; corre ao seu encontro e dize-lhe: Vai tudo bem contigo, com teu marido, com o menino? Ela respondeu: Tudo bem.” 2 Rs 4:25,26

Percebe jovem? A mulher Sunamita estava procurando Eliseu, o santo homem de Deus. Ela tinha uma referência de ajuda. Entretanto, no lugar do profeta, Geazi que foi ao seu encontro. Mesmo Geazi sendo o moço de Eliseu, ela teve discernimento e percepção de que não era com ele que ela deveria abrir seu coração. Ela sabia que apenas Eliseu poderia ajudar.

“Chegando ela, pois, ao homem de Deus, ao monte, abraçou-lhe os pés.” 2 Rs 4:27

Nos versículos seguintes relata que ao abraçar os pés de Eliseu, ela conta a ele sobre a morte do seu filho, que mais tarde, pela misericórdia de Deus, veio a reviver.

Aprendamos com a mulher Sunamita. Assim como ela, saibamos discernir com quem podemos nos abrir. Ela sabia que Eliseu era revestido do Espírito Santo e que nele habitava a sabedoria divina, por isso ela teve a segurança de expor sua situação a ele.

Muitas situações já nos cercam naturalmente. Se nos abrirmos com a primeira pessoa que vem ao nosso encontro perguntando se estamos bem, iremos aumentar a intensidade dos problemas. Por isso, não busque mais sofrimento ouvindo conselhos de pessoas que não temem a Deus, que não têm os mandamentos de Deus como os seus princípios. Tenha discernimento e percepção para saber com qual pessoa o Senhor quer que você se abra.

Nosso coração deve estar aberto para aqueles que de fato podem nos ajudar verdadeiramente, para aqueles que podem trazer vida onde há morte. Por isso, vá diante do Senhor e busque um companheiro espiritual que tenha maturidade para poder te ajudar, caso você ainda não tenha. Saber que temos alguém com quem contar, faz toda a diferença na nossa caminhada cristã, pois sozinhos não conseguiremos.

Jovem, não deixe de buscar ajuda para a sua situação! A confissão daquilo que está corroendo o seu interior, traz a sobrevivência de toda sua vida espiritual. Seja qual for a luta que você passe, não deixe que ela o consuma, o mate.  Não deixe de pedir ajuda. Busque-a em Deus e nos irmãos maduros.

“Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos todo o dia. Porque a tua mão pesava dia e noite sobre mim, e o meu vigor se tornou em sequidão de estio. Confessei-te o meu pecado e a minha iniqüidade não mais ocultei. Disse: confessarei ao SENHOR as minhas transgressões; e tu perdoaste a iniqüidade do meu pecado.” Sl 32:3,4,5

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