Recapitulando:

Na primeira parte da entrevista vimos como foi a história do noivado e casamento dos casais Henrique e Luma Frossad, e Tito Furtado e Louise. Numa entrevista bastante dinâmica e divertida extraímos lições valiosas sobre relacionamento. Nessa segunda parte os casais responderam perguntas relacionadas à paixão, como proceder quando o Senhor não confirma um relacionamento, sexo fora do casamento, entre outras dúvidas.

Henrique é engenheiro e aos 28 anos possui empresa própria. Luma tem 24 anos e hoje tem todos os cuidados com sua filhinha, que na época da entrevista tinha dois meses e meio. Eles estão casados há dois anos!

Tito tem 28 anos e trabalha na Cooperativa de Livros de Vitória da Conquista, está se formando em Administração de Empresas. Louise tem 26 anos e era recepcionista em um consultório em Mogi das Cruzes (na época da entrevista), hoje serve no Bookafé em Vitória da Conquista. Eles se casaram no início de 2015.

Assim retomamos a entrevista…

Eu vos escrevi: Qual a importância do perdão, principalmente no que se refere a relacionamentos anteriores? Como evitar e/ou vencer o ciúmes?

Henrique: O que ficou para trás, ficou para trás, isso não importa. Um relacionamento em Deus não se preocupa com o passado, porque Deus é a base. Para isso, e muitíssimas outras coisas, vale o conselho de Paulo: “Esquecendo-me das coisas que para trás ficam, avanço para as que diante de mim estão” (Filipenses 3:13).

É essencial que o casal perceba que juntos devem buscar fazer a vontade de Deus, e foi Deus quem os uniu. Este fato, por si só, afasta tudo o que não deve estar perto.

Eu vos escrevi: Como se recuperar emocionalmente de relacionamentos que não deram certo?

Luma: Olha, essa questão da recuperação é mais ou menos o que o Henrique falou. Se não deu certo, bola pra frente! Já estamos casados, para quê ficar remoendo o passado? Todos temos um passado, “E eis que o Senhor fez novas todas as coisas” (Apocalipse 21:5). Se seus sentimentos estão machucados, se você está com uma alma ferida, não há outra maneira de curar isso a não ser pelo nosso Deus! Só Ele trás renovo pra nós, só Ele é capaz de nos refazer.

Eu já estou com a pessoa que Deus preparou pra mim. No meu caso, é como se nunca tivesse tido outro relacionamento, nem toco no assunto! Aliás, eu nem sabia que tinha tido outro relacionamento!

Mais uma coisa: liberar o perdão é essencial pra superar qualquer frustração de outro relacionamento anterior, mesmo que a pessoa não tenha pedido! É fácil? NÃO! Mas, se quisermos nos desprender do que passou, acho sim que perdoar é a chave. E mais uma vez digo: só Deus pode nos ajudar quanto a isso, porque o perdão é uma das mais lindas e chocantes características Dele!

Tito: Eu e Louise não passamos por essa experiência.

Eu vos escrevi: Uma irmã de 17 anos nos perguntou: “Eu oro por uma pessoa que não me conhece, e oro para o Senhor abençoar essa pessoa e a família dela. Porém, tenho sentimento por essa pessoa. É errado fazer isso?”

Henrique: Não entendi bem, ela está perguntando se é errado orar por alguém que ela gosta, é isso? Porque se for isso, não tem problema nenhum, sempre oramos por quem a gente gosta, isso é normal.

Eu vos escrevi: (risos) é isso sim. Sinto que ela se sente, talvez, acusada por estar orando por alguém tendo “segundas intenções”.

Henrique: Na oração sempre entramos com a nossa própria vontade, é normal. Vamos orar por algo que pensamos que deve ser orado, por isso é importante invocar muito o Senhor. Conforme oramos e permanecemos na presença do Senhor Ele vai mostrando a vontade Dele. Esse princípio vale para qualquer um, qualquer coisa, em qualquer lugar, essa jovem precisa perceber o seguinte: ela pode orar sim por ele, não tem problema, mas é necessário permanecer diante do Senhor e esperar que Ele coloque no coração dela qual é a Sua vontade. Para isso é preciso perseverar ao invés de fazer aquela oração: “Ó Senhor, abençoa fulano”, e acabou. Ela deve permanecer ali invocando o Senhor, na presença Dele, e o Senhor vai se mostrando para ela.

Tito: Sou um com o Henrique. Não tem problema orar pela pessoa, é benção. Se ela está buscando este caminho da dependência do Senhor, então está bem.

Eu gostaria de acrescentar uma coisa. Às vezes, os mais novos pensam que é ruim ter sentimentos, o que na verdade não é. O sentimento, frequentemente, é algo inesperado que apenas surge. A questão em si é sobre ter domínio próprio. É comum nesses casos a paixão estar envolvida, e para isso é necessário, sim, que se ore. A oração na verdade não é apenas para dizermos: “Deus, aceita o meu sentimento”, ela serve para que Deus confirme se é aquela pessoa ou não, e isso Deus vai provar com o tempo.

É muito importante que saibamos esperar. Um provérbio diz que peca quem é precipitado (Provérbios 19:2), e é para isso que serve a oração, para que não haja precipitação em ir falar com a pessoa, conversar com a pessoa, e nem iniciar um relacionamento apenas por a pessoa dizer “sim”. A oração é para que se possa aprender a esperar. A resposta do Senhor vai ser ou que ela tem que esperar, ou que esse sentimento não é algo adequado. Pode ser também que a pessoa não seja a que Deus quer para ela, então, a oração vem para que a unção possa mover a pessoa, e que haja confirmação se esse sentimento é ou não do Senhor.

Se a resposta é positiva, Ele, por meio do espírito, vai lhe dizer que ela deve esperar, e que, se for do Dele, realmente vai acontecer. Caso contrário, o Senhor não vai dar paz para ela. Pode ser também que ela esteja orando há um bom tempo pela pessoa e o Senhor esteja dizendo que não, né? Talvez esse seja o resultado de ela estar se sentindo culpada: o Senhor está respondendo que essa não é a pessoa pra ela, o sentimento não é adequado e ela talvez esteja insistindo com o Senhor. Isso acontece muito quando queremos muito uma coisa de nós mesmos, mas o fato de ter sentimento não é pecado.

A questão toda é ela ver que tipo de pessoa é essa por quem ela está orando, se a pessoa é um jovem, um irmão que serve ao Senhor, ou se é uma pessoa do mundo. É muito importante frisar para os jovens que eles precisam buscar alguém que tenha a mesma visão, o mesmo propósito, o mesmo objetivo espiritual, que possa somar na nossa busca pelo Senhor, e não casar com alguém que não tenha nenhuma perspectiva de ajuda. Por mais que possa acontecer de algumas jovens, irmãs, se casarem com pessoas do mundo e esses venham a se converter, esses casos são muito excepcionais. Diante desse fato, não podemos tratar a situação como: “ah, pode orar por qualquer pessoa que ela vai se converter ao Senhor”. Isso é algo incerto e pode não acontecer. Mas, se essa pessoa que ela está orando é um jovem que busca ao Senhor, que ama ao Senhor, que serve, tem a mesma visão que ela, então é certo ela estar orando pela pessoa e por esse sentimento. O que ela deve perceber é se a resposta é “sim” ou “não” e aguardar. Jeremias nos diz que devemos aguardar no Senhor em silêncio (Lamentações 3:26).

Henrique: Sou completamente um com o que o Tito falou.

Aliás, quero frisar algo: Se o jovem ama a própria vida, ama a Igreja e não gosta de problema: FUJA de gente incrédula.

Aliás, digo mais, FUJAM também de falsos crentes. Nós devemos buscar uma união completa entre nós e o Senhor.

Eu vos escrevi: Quando somos novos, muitas vezes nos apaixonamos e temos “certeza de que é aquela pessoa”. Como lidar com isso? Há como escolher não se apaixonar ou mesmo desapaixonar?

Henrique: Jamais. A paixão faz parte da química do nosso corpo, na adolescência nosso corpo começa a produzir hormônios e a se preparar para a reprodução, e isso é normal e inerente ao ser humano.

Os meninos, aliás, têm uma área do cérebro ligada ao sexo que é muito mais desenvolvida que as meninas, e como isso está intimamente ligado à paixão, isso é super normal.

Agora, o que precisamos é ser guiados pelos princípios de Deus. Não somos bichos e não precisamos ser controlados por esses impulsos fora de hora.

O normal é se alimentar do Senhor e não do mundo, se nos alimentamos do mundo e dos nossos amigos, jamais conseguiremos resistir a essas paixões. Quando nos alimentamos do Senhor ganhamos força e vigor pra lidar com isso.

Maior dica: ande sempre com os irmãos. Se não der, ore muito.

Eu vos escrevi: E as meninas com as irmãs…

Uma das coisas que o Henrique disse é que se apaixonar é natural. O Tito mencionou que o Senhor às vezes responde “não” para aquela pessoa. E aí, como fazer para desapaixonar?

Henrique: Desapaixonar é complicado. Mas tem uma maneira, parar de alimentar aquela paixão.

Às vezes queremos esquecer aquela pessoa, mas continuamos entrando no face dela, vendo fotos dela, buscando falar com ela, etc. Ao invés de sumir, a paixão vai aumentar.

Ao invés disso, é preciso até dar um tempo de falar ou ver aquela pessoa, buscar outras coisas pra fazer, outras pessoas com quem conversar. Esse sentimento de paixão nunca vai sair arrancado, mas de pouco em pouco o coração vai percebendo que não era aquilo. Agora, se continuar alimentando, não tem como esquecer.

Ahh! também pare de ficar falando daquela pessoa com os amigos e amigas. Bons amigos e amigas vão te ajudar a ir ao Senhor e fazer outras coisas que não envolvam aquela pessoa.

Eu vos escrevi: O que a Bíblia fala sobre o ficar?

Henrique: “Foge, outrossim, das paixões da mocidade. Segue a justiça, a fé, o amor e a paz com os que, de coração puro, invocam o Senhor” (2 Timóteo 2:22). No bom e claro português, “ficar” é uma abominação.

Pensa bem, quando você namora você está assumindo um compromisso. Está, pelo menos, tentando ter algo permanente com aquela pessoa, o que pode levar a um casamento, mas o “ficar” não, isso é carne pura. “Ficar” é completamente o contrário de fugir da carne, é morte espiritual, é cultivar a carne com qualquer pessoa sem o compromisso que um dia pode levar ao casamento. É a manifestação do pecado maquiado na forma do amor mundano.

É preciso ser claro, rígido e sucinto: “Ficar” é infernal. Então, fuja! A única consequência disso é a morte, não existe outra. Pode ser muito gostoso, mas é completamente contra a vontade de Deus porque você está entregando o seu corpo, templo do Espírito Santo, pra acariciar a carne. Tudo que é contra a vontade de Deus resulta em morte espiritual. Ponto.

Se alguém costuma fazer isso, então precisa rever suas prioridades. É preciso se alimentar do Senhor e andar muito com os irmãos e, pouco a pouco, extirpar essa prática do meio cristão. O beijo é o primeiro passo para o sexo, ficar não é nada mais do que um convite pro sexo fora do casamento e isso mata qualquer cristão que tenha como meta o Reino de Deus.

Luma: Olha, eu concordo com o Henrique, acho que não se deve “ficar” porque é como um fogão: você liga em cima e acende embaixo. Na verdade, é você assumindo e sendo um com seus desejos carnais.

Qual a nossa meta hoje? A nossa meta é ser filhos maduros, é buscar o Senhor para reinar com Ele. Quando nós cometemos atitudes como esta atrasamos o mover e a obra do Senhor em nós. Por um lado, os jovens hoje no mundo acham isso muito bom, mas tudo aquilo que é bom demais tem as suas consequências. Olha o caso de Daniel: ele estava ali diante do rei e diante dele uma mesa repleta de banquetes (Daniel 1:8), mas Daniel decidiu fugir, né? Ele decidiu renunciar a vontade dele. Que mal tinha ele se alimentar ali do banquete do rei? Que mal tinha ele comer uma torta, né? Devia ter comidas muito saborosas, porque um rei tem os melhores cozinheiros que se pode imaginar. Mas, ele preferiu renunciar e negar os desejos dele, se posicionou pelo Senhor. Então, é difícil? É fácil? Fácil não é, é muito difícil. Precisamos ter na nossa mente quais são as nossas prioridades.

Se as nossas prioridades são buscar ao Senhor, se a nossa prioridade é crescer, amadurecer, ter uma família completa e abençoada diante do Senhor, precisamos e devemos fugir disso, porque o que o Senhor tem para nós é bom, perfeito e agradável, e agindo assim você pode perder o que é bom, perfeito e agradável por um simples momento, por um desejo momentâneo e carnal. Eu prefiro o que é eterno, não o que é passageiro. Precisamos preferir o que é eterno.

Louise: Concordo com tudo o que foi dito. Na minha experiência sempre ouvi nas palestras e conferências que o Senhor daria uma pessoa assim como nós, isso me dava ainda mais forças pra rejeitar um simples ficar – relacionamentos sem compromisso e sem o Senhor como foco. Graças ao Senhor fui guardada até os 21 anos quando eu conheci meu esposo e tive a certeza que o Senhor estava nesse relacionamento. Sinto que, quando as pessoas se envolvem com outras sem um objetivo real, os sentimentos ficam superficiais, já não é tão fácil ver se é ou não a vontade do Senhor. Mas quando nos guardamos, conseguimos perceber claramente o agir do Senhor em nossas vidas.

Eu vos escrevi: Amém, muito bom amados irmãos. Amamos as respostas!

“Porque devo esperar para namorar? Meus amigos namoram, crentes ou não, e só beijam mesmo, não estou falando de fazer nada demais. Não posso namorar pra conhecer a pessoa? Porque ter alguém ao meu lado, que amo, é agradável e ficar sozinho às vezes é angustiante! (18 anos)”

Henrique: O ser humano foi feito sociável, Deus nos fez assim. Nenhum de nós quer ficar sozinho porque até mesmo Deus não quer ficar sozinho, é extremamente agradável ter alguém que nos ama.

Andar com alguém abraçado, de mãos dadas, discutir sonhos, planejar a vida… é deliciosamente saudável, o problema volta sempre para a carne. O grande problema é que o mundo transformou o namoro numa licença para ter sexo, e o sexo fora do casamento destrói o serviço daquela pessoa a Deus, a pessoa fica com furos em seu vaso e quando tenta buscar o Senhor, a vida até entra, mas rapidamente vaza e se perde.

Por isso os irmãos chamam de “comunhão”, você não precisa trocar carícias íntimas e beijos quentes pra conhecer a pessoa. Pode ir almoçar na casa da família dela, sentar do lado na reunião, ir passear junto com os amigos… Mas ficar sozinho num canto, de jeito nenhum! Isso não é uma regra bíblica, mas uma orientação de amor para que o vaso permaneça firme. No fim, é o que foi dito: depende da sua meta, do que você quer pra tua vida.

Busque amizades, fique junto, sonhe, mas fuja dos beijos e das carícias. Pode não parecer nada demais, mas quem beija, começa a achar que outras coisas não são nada demais também. É perigoso.

Luma: Acho que esperar não é perder tempo, é fruto de uma escolha de quem prioriza o que é eterno e não o que é passageiro!

Eu vos escrevi: Wow… Essa frase dá um quadro! Vejo que estamos ficando cada vez mais imediatistas, e isso reflete em muitas coisas do dia a dia.

Tito: Tudo é resumido no que Paulo fala em Romanos sobre a carne (Romanos 7:19). O homem natural deseja fazer a coisa certa, mas encontra outra lei que guerreia contra o querer fazer o bem e o faz escravo da lei do pecado e da morte. A intenção dos jovens é: “ah, vou só namorar, vou só ficar do lado”, porém há em nós uma natureza pecaminosa que sempre se volta para a carne, e essa é toda a questão. Muitas vezes não queremos, ou não entendemos, ou pensamos que somos mais fortes, né? O problema é que no início a intenção é boa, mas a carne é um instinto pecaminoso que sempre quer mais e a medida que a pessoa vai trocando carícias a carne vai pedindo mais. A realidade não fica só no âmbito do querer, mas foge até do que você não quer. No início parece simples, mas vai ficando cada vez pior com o tempo (Estamos falando disso na questão fora do casamento, pois dentro do casamento é super normal). Fora do casamento a pessoa é levada pelo toque, pelo beijo, vai querendo mais, e quem disse pra ela que os amigos delas não fazem? Ela está todo o tempo com os amigos? Os amigos talvez digam que não fazem, mas isso é fato? Essas afirmações mostram que essa pessoa, esse jovem de 18 anos, tem uma cabeça muito imatura. Nós sabemos como é a carne porque a Bíblia fala como ela é, eu não coloco a minha mão no fogo por nenhum casal de namorados que afirmam que quando estão sozinhos não fazem nada.

É por isso que temos a comunhão. O que é a comunhão? A comunhão é fazer tudo envolvendo outras pessoas, ou seja, o casal de namorados não fica sozinho. Andar sozinho é quase certo de que cada vez mais eles vão querer ir para o lado do sexo. Por que estão namorando? Por que têm comunhão? Por que começam a namorar muito cedo? Vão casar? E quando é que vão casar? Eu, quando comecei a ter comunhão com a Louise tinha o objetivo de casar. Quando ficamos noivos o pessoal ficou “aaah, e aí, ficou noivo”. O que era surpresa e alegria para alguns, era algo natural para nós, pois desde o início do relacionamento o nosso objetivo era casar.

O casamento deveria ter ocorrido em 2011, porém, só não aconteceu porque eu morava em outro estado diferente do dela e a nossa vida estava bem apertada. O nosso namoro foi um namoro bem assim, de conferência mesmo. Mas graças ao Senhor deu tudo certo, e já estamos nos finalmente de ficar juntos mesmo depois de casado, nos casamos e continuamos com a vida de solteiro ainda, então, graças a Deus, agora quando concluir esta etapa, nós vamos viver a vida de casado mesmo.

Então é isso, pessoal, o que essa garotada nova precisa realmente ouvir é que deve aceitar que a carne é fraca e que não tem esse negócio de “ah, não vou fazer isso, não vou fazer aquilo se ficar sozinho com ele”. Isso não existe, a pessoa vai cair. A questão é evitar mesmo. Sobre o questionamento de: “por que namorar tão cedo?” Está acontecendo de casais de namorados romperem namoros porque começaram a namorar muito cedo e não conseguem suportar um relacionamento longo. A minha orientação é que o namoro é para o casamento, que se deve namorar com a cabeça madura, com a visão no alvo, maduro.

Eu vos escrevi: Conte-nos algo que gostaria que tivessem te contado antes de achar seu cônjuge, ou algo que vocês ouviram e fez toda diferença

Henrique: Acho que não tenho nada para comentar sobre isso. Tudo o que ouvi e fui orientado pelos irmãos foi extremamente válido.

Não acho que essa situação tenha algo que “faça toda a diferença”. Como sempre, o que faz toda a diferença é Cristo e o que Ele vale pra mim.

Tito: É relativo contar algo que faça toda a diferença. É a confirmação do Senhor, isso é que faz toda a diferença.

Na minha experiência, contando o que vivi (não quer dizer que todos vão viver, nem que esse é o único caminho), certa vez tive uma comunhão com um jovem que era mais velho e recém-casado. Ele me contou como foi a experiência dele: O jovem falou que o Senhor havia dito a ele para que não perguntasse para a esposa dele se ela diria “sim” ou “não” para iniciarem um relacionamento. Ele conversou com ela, disse que gostava dela e não perguntou: “Ah, você quer se casar comigo? Sim ou Não?”. Ele disse para ela orar ao Senhor para ver qual o sentimento que o Senhor colocaria no coração dela com respeito a isso, então, quando ouvi isso, o Senhor confirmou a experiência dele para mim. Assim, quando conversei com a Louise fiz a mesma coisa, porque o Senhor me disse para fazer a mesma coisa, não é porque segui esse caminho que todos devem fazer o mesmo, não é que por esse caminho 2+2 = 4; Nada disso, o Senhor é quem tem que confirmar em nosso coração quais os caminhos que devemos tomar sobre como abordar a pessoa e tal. Esse é o princípio.

Graças ao Senhor, a Louise orou e o Senhor confirmou no coração dela que sim, que ela poderia casar comigo. O sentimento brotou nela, porque até o momento ela não tinha sentimento por mim, mas quando ela orou, o sentimento foi colocado no coração dela. Essa foi uma experiência pessoal, é subjetivo, mas também é pessoal e cada pessoa tem sua experiência individual. Não é uma receita de bolo, mas é o que o Senhor precisa confirmar em nosso coração. Como diz o provérbio: “o coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa dos lábios vem do Senhor” (Provérbios 16:1), por isso a resposta vem do Senhor, tanto o sim quanto o não.

Eu vos escrevi: E se ele for tímido demais, e o meu sentimento por ele não é mais de amigo, qual deve ser a minha atitude?

Tito: O caminho é a oração. Independentemente se a pessoa que estamos tendo sentimentos é tímida, extrovertida ou nem uma coisa nem a outra, o caminho é a oração. Se o Senhor disse sim, amém. Você tem caminho para conversar com aquela pessoa. Se o Senhor disse não, amém também. Agora, se quiser saber como é que faz para chegar na outra pessoa, isso é um detalhe muito subjetivo e pessoal.

Luma: Quando o Henrique e eu começamos a conversar e a cortejar, apesar de estarmos orando, dei o primeiro passo de dizer: Eu te amo.

Daí tive que criar coragem, era algo muito forte, já estava orando para o Senhor confirmar ou não, e o Henrique também estava orando. Nós estávamos no propósito de orar por um mês, e já estávamos orando novembro todo sendo que em dezembro ele teria ou não que ir me conhecer, esse era o período que ele teria para me conhecer pois ele trabalhava e tal.

Nós oramos muito, jejuamos e aí aquele sentimento começou a brotar, já era tão forte que eu tinha certeza que amava ele, não era paixão, não era uma paixãozinha qualquer, era amor mesmo, e então orei e senti paz. Eu falei: “Henrique, eu queria te dizer uma coisa… Eu te amo!” Aí ele ficou calado e não me respondeu, isso foi por mensagem.

E que fique bem claro que isso foi muito chato da parte dele não ter me respondido, mas o Senhor curou a mágoa (RISOS). Ele não respondeu e assim que ele chegou em Araguaína ele sabia que me amava. Ele não me respondeu por causa do relacionamento anterior, ele tinha muito medo de sofrer outra decepção. Daí foi quando ele teve a certeza que me amava de verdade.

Eu agradeço muito ao Senhor pelo fato de ter gerado essa amor nele e também em mim, porque foi unânime, como as pessoas dizem: “Tudo conspirou a nosso favor”. O Senhor nos abençoou através dos nossos pais, através dos irmãos e através do nosso sentimento que era mútuo e muito forte. Então é isso, não chegamos a namorar, nós oramos, noivamos e casamos. Foi isso!

Eu vos escrevi: Vejo que essa pergunta está relacionada ao fato de que ouvimos muito que a iniciativa tem que ser do homem… Como se fosse uma lei, algo que nunca pode partir de nós, mulheres.

Luma: Quando o Henrique e eu começamos, ele tomou a iniciativa de falar comigo! Mas era algo sem sentimento ou compromisso de ambas as partes, apenas amizade… Daí, depois que já estávamos orando, tomei a iniciativa de dizer que o amava, mas baseada na certeza que o Senhor me deu através de oração, jejum e Palavra. Eu sempre fui muito precipitada, e em alguns relacionamentos tomei a decisão de falar primeiro e dar o ponta pé inicial, dei de cara com o NÃO amoroso do Senhor por mim! O NÃO que me salvou e que colocou do meu lado a pessoa mais especial, amorosa e querida, que hoje é meu marido e pai da minha filha!

Se eu compreendesse que o Senhor tinha alguém tão especial pra mim teria DESCANSADO! O problema é que as nossas ansiedades nos afastam do plano de Deus e impedem Ele de agir, além de atrasar as bênçãos que Ele quer nos dar!

Eu vos escrevi: “Sei que sou jovem para casar, mas posso ter comunhão até acabar a faculdade e depois casar?”

Henrique: Acho que não tem problema nenhum nisso, não tem nenhum problema. É MUITO PESSOAL, não existe nenhuma regra. A questão é orar, se for realmente a direção do Senhor, Ele vai dar paz. Acho que é até prudente esperar se formar. Dependendo da situação, por exemplo, você vê que se a pessoa ainda não tem renda ela vai formar para depois trabalhar, o mais prudente é esperar pra poder sustentar a casa.

Eu vos escrevi: E quando a decisão final não é o casamento, como agir? Como terminar?

Tito: Se não há fornicação, então acho que envolve mais a família e a abrangência que teve essa comunhão. Existem alguns namoros que são secretos, que ninguém fica sabendo, mas se envolve a família, os pais de cada um, acho que deve haver esclarecimento de que não vai acontecer o casamento. A família é crucial em momentos assim, até mesmo se houve um momento de comunhão e conhecimento da família e da igreja. Acho que os irmãos responsáveis precisam ser comunicados, não sei, acho que vai muito de cada situação. Tudo tem que ser feito na luz, tudo tem que ser feito na comunhão onde todas as coisas precisam ser esclarecidas, até mesmo o motivo do rompimento. Os irmãos diziam e dizem: “Tem que abrir o olho antes do casamento e fechar depois que casou”. Essa frase é certeira em dizer que, na comunhão, pode ficar claro que não era pra casar.

Para complementar, gostaria de falar sobre um problema que facilmente encontramos hoje em dia nos casais de namorados dentro das igrejas, inclusive nos que são mais novos: a vontade de fazer as coisas precipitadamente e em oculto,e até algumas vezes já tiveram relações sexuais. Há também casos em que não houve fornicação, mas tudo foi feito fora de alguns parâmetros normais que envolvem esse compromisso sério. Por causa da idade, o jovem fica mais temeroso de que alguém descubra e impeça que ele tenha um relacionamento com outra pessoa e por parecer proibido eles vão atrás de relacionamentos precoces.

O problema todo é que eles querem fazer tudo em oculto, nas trevas, e isso é um mau começo. Já começa errado, ou já começa querendo que dê errado. O motivo disso, geralmente, é a falta de maturidade, ou por querer satisfazer algum desejo da carne, ou querer sair de algum problema familiar mas acaba caindo em outro. Existem “N” motivos. A questão toda é que se busque ser aprovado e que tudo acabe bem, casando ou não. Para isso, tudo deve ser feito na luz e com o envolvimento da família.

Eu sempre tomei isso para mim, essa questão da família, da minha mãe, dos meus futuros sogros. Eu e a Louise respeitamos isso, teve o consentimento tanto da minha família quanto da família dela, nós nos sentimos abençoados. Acho que a juventude hoje está perdendo isso, está esquecendo-se disso, e isso tem afetado muito os casamentos. Ou quando o relacionamento não acaba em casamento, termina de uma forma muito chata, mas quando termina na luz, na comunhão tudo traz paz no final.

Eu vos escrevi: Quanto tempo esperar entre um namoro e outro?

Tito: Não podemos dar como resposta as seguintes frases: “Ah, tanto tempo”, ou só respondermos “não tem um tempo certo”. Se isso não for bem explicado, podemos dar vazão para muitos jovens dizerem: “Ah, então pode namorar várias vezes”, isso pode banalizar o namoro ou a comunhão. Queremos deixar bem claro que não é adequado ficar namorando várias vezes, pode ser que aconteça, mas não é o normal. O normal é que os jovens tenham uma idade certa para casar, comecem a ter comunhão e, como o Henrique já falou, depois de algumas condições satisfeitas, – condição financeira, espiritual, de maturidade psicológica e física -, o jovem pode considerar-se apto para casar.

Voltando ao que falei antes, só não casei logo no início porque nós morávamos em estados distantes e não tínhamos clareza sobre vários aspectos práticos, como onde morar e etc. Porém, reafirmo que desde o início da nossa comunhão o objetivo era casar, não estávamos namorando por namorar, que é o que acontece hoje em dia principalmente quando sé é muito novo na idade. Apesar de isso acontecer muito na vida da igreja, não é algo normal pois pode fazer com que os jovens acabem tendo vários relacionamentos, sucessivamente, desde muito novos.

Então, esclarecida essa questão, não há um tempo certo de terminar um namoro e começar outro, isso varia de uma situação para a outra, cada caso é um caso, por isso as coisas devem ser feitas na luz. O que temos visto cada vez mais é que o pessoal tem feito as coisas burlando vários princípios, que podem gerar problemas até mesmo depois de casar. Outro fato é que tem acontecido muitos divórcios na igreja, e todas essas coisas refletem coisas do passado que não foram feitas com princípios. Mesmo depois de casados, seguindo os princípios, o casal deve estar diante do Senhor, porque o SENHOR precisa ser o centro do casamento. Se tirar o Senhor, já era o casamento. Quem está de pé veja para que não caia (1 Coríntios 10:12). É isso, não tem tempo certo entre um namoro e outro. Na verdade, o normal é que não houvesse vários namoros, mas, fazer o quê, né? O normal é que haja maturidade para namorar, ter comunhão, e que os casais se voltem ao Senhor todos os dias, diariamente, para que o casamento não caia, não acabe em ruínas, mas que seja uma coluna para que os casais mais novos se inspirem. E isso serve para mim, que antes de me casar me espelhei em vários outros casais, onde a maioria hoje estão firmes e são um testemunho pra mim. Se 95% está firme, porque devo me espelhar nos 5%? Vou continuar me espelhando nos 95%!

Eu vos escrevi: Como agir se não conseguir cumprir essa parte da espera? Já tive uma relação sexual, e agora?

“Congrego desde criança, cometi um erro gravíssimo perante o Senhor e sei que isso é pecado. Mas agora que já aconteceu, como devo proceder? Porque me sinto sempre em condenação, o tempo todo!”.

Henrique: Sabemos que um número extremamente significativo e, arriscaria dizer que a maioria dos jovens não se guardou ou não se guarda, ou já cometeu e se arrependeu ou continua fazendo e não consegue se segurar.

A questão é muito importante porque, o que acontece: Geralmente, nas reuniões e nas conferências, os irmãos estabelecem o padrão bíblico e já estamos cansados de saber do padrão bíblico, mas não existe uma ajuda que diz assim: “o que fazer se já errei? Por exemplo, fui lá, tive relação sexual precoce, antes de casar, e agora?”. Os irmãos falam: “Olha, você tem que ser puro”. Mas eu não sou! E se peço perdão ao Senhor, Ele vai me lavar? Vai me perdoar disso? E aquela questão de ser um com a outra pessoa? Será que separa?

É o seguinte: todos somos pecadores e a bíblia deixa bem claro que não existe ninguém que é santo, só Deus é santo, todos pecaram e todos carecem da glória de Deus (Romanos 3:23). Nós recebemos a graça de Deus, nós recebemos o espírito santo que nos selou como propriedade de Deus e é o penhor da herança que vamos receber (Ef 1:14). Graças ao Senhor por isso. Só que nós ainda não somos totalmente transformados, nós somos pecadores e erramos em vários níveis diferentes, alguns pecados causam consequências pequenas e outros causam consequências muito grandes. O que quero dizer é que a questão da relação sexual é algo que causa uma consequência grande, isso é fato. É uma questão de causa e consequência. Não é uma questão de querer ou não que tenha resultado. Quando digo consequência não estou falando de filhos e essas coisas. Estou falando de consequência espiritual: isso causa a morte espiritual da pessoa e até conflitos ao redor.

A primeira coisa é o arrependimento, quem praticou isso precisa se arrepender, porém é preciso ter muito discernimento entre arrependimento e remorso. Geralmente quando fazemos alguma coisa muito grotesca sentimos remorso. Isso é muito perigoso porque confundimos com arrependimento e acabamos morrendo.

Qual a diferença entre arrependimento e remorso?

Remorso é você ficar se culpando e, independente do que aconteça, você se sente a pior pessoa do mundo. Você se culpa o tempo todo e não importa se os irmãos te encorajam, se o Senhor te encoraja, você acha que só merece o sofrimento. Isso é remorso, pensar que merece o sofrimento o tempo todo.

Já o arrependimento é uma sensação de tristeza profunda de ter ofendido não só as pessoas, mas ao Senhor. Essa tristeza profunda, o arrependimento, causa uma mudança de rumo. Não vou mais fazer isso porque isso entristece ao meu Senhor. Isso é arrependimento.

O arrependimento leva a uma segunda etapa que é o pedido de perdão, pedimos perdão ao Senhor, aplicamos o sangue em oração, e nisso tenho consciência de que a Palavra diz que o sangue do Senhor me lava de todas as coisas (1 Jo 1:7). Nada mais poderoso que o sangue do Senhor, nada supera o sacrifício do Senhor na cruz, nada, nada. Absolutamente nada!

E é absolutamente certo de que a prática do sexo antes do casamento, desde que a pessoa tenha se arrependido, o Senhor lava, limpa, e torna como novo.

Essa diferença entre arrependimento e remorso tem muito a ver com Pedro e Judas. Quando o Senhor foi entregue, ao mesmo tempo em que Pedro tinha negado o Senhor três vezes, Judas percebeu também a besteira que tinha feito ao entregar o Senhor, só que Judas sentiu remorso, o que ele fez? Foi se matar.

Pedro, diferentemente, se arrependeu, quando ele viu o olhar do Senhor ele se arrependeu, e depois se levantou e se tornou o Pedro que conhecemos bem, transformado e útil para o Senhor. O arrependimento produz fruto, mas o remorso produz morte.

“Continuo me sentindo mal, me arrependi, pedi perdão, o sangue me lavou, mas continuo me sentindo mal”.

Vamos lá, quando nós pecamos a paz do Senhor é retirada de nós, mas quando nós pedimos perdão e o sangue nos lava a paz volta e ela pode nos alcançar de novo. Só que Satanás continua acusando.

A questão de Satanás é que nós temos o direito, a autoridade, depois que o Senhor nos lavou, de aplicar Romanos 8. E o que diz Romanos 8? É Cristo quem morreu e ninguém pode julgar. É Cristo quem santificou. Isso quer dizer o seguinte: não existe ninguém que possa falar contra nós depois que nos arrependemos e pedimos o sangue. Satanás não pode falar nada, eu não fiz nada.

Agora, a terceira coisa é mais profunda.

O emocional e o psicológico da pessoa: ela precisa se perdoar. Isso acontece muito: a pessoa não se perdoa. Ela fica olhando: “eu sou horrível, sou horrível”. Essa questão precisa de duas coisas: Primeiro, de tempo. E segundo, de comunhão com o Senhor! A comunhão e o tempo vão curar a cicatriz que essa pessoa carrega. Uma mágoa contra si mesmo. Essa pessoa precisa se aceitar, perceber que errou. Nós erramos? Erramos. Mas o Senhor pelo Seu grande, maravilhoso amor, O Senhor nos salvou na cruz. O que vemos lá? Quem ama mais? É quem foi mais perdoado, ou quem foi menos perdoado (Lc 7:42-47)? Então, assim, depois que erramos precisamos tirar o melhor da situação. Posso pensar: “Puxa, fui perdoado de uma coisa muito grande! Então O Senhor me ama muito!”. Entende? Podemos transformar uma situação que é muito negativa em algo positivo. Só que para isso, o essencial, em primeiro lugar, é fugir!

Fuja! Falo para esse ou essa jovem: fuja! Fuja das situações que te levam a querer pecar. Porque depois que experimentamos, vemos que a coisa é boa e aí as sugestões do mundo, os filmes, os contatos com os amigos e com as amigas, tudo isso começa a atiçar de novo! Aí vem aquele pensamento: “Ahh, puxa! Eu já fiz! Ah, agora já era – vou continuar fazendo!” – NÃO! NÃO! A Palavra é muito clara. Ela fala contra aqueles que praticam continuamente (Rm 6:1, 1Jo 3:9, 2Pe 2:20-21). Ela não fala contra aqueles que fizeram, que se arrependeram, ela fala contra aqueles que continuamente praticam o pecado. Então esse é o grande problema. Não dá para ficar pecando e pedindo perdão. Porque o quê que vai acontecer? A sua consciência vai começar a ficar cauterizada. Você vai achar que aquilo é normal: “Ah, é normal! Todo mundo faz, todo mundo já errou.” – NÃO! Nós precisamos nos santificar e ter uma posição santa. Se errei, eu me arrependo e fujo daquilo! O problema é o seguinte: se já errei, vai ser mais difícil fugir. Mas preciso tomar muito cuidado: não ter contato com coisas da internet, com conversas que tenham conotação sexual, ficar sozinho com uma pessoa do sexo oposto etc. Tem que fugir de tudo isso! De preferência, não vá para balada. Aliás, de preferência não, Nunca vá para balada! Acho que é uma recomendação para todo mundo. Foge!

Perceba que O Senhor te perdoou! Nós podemos ter uma nova vida. Posso servir na igreja de novo, posso pregar o evangelho, posso ser útil ao Senhor, porque o sangue do Senhor me lavou!

Outra questão: “Ah, eu fiz sexo com a pessoa. – segundo a Palavra me tornei um com a pessoa”(1 Co 6:16). Isso é uma coisa muito delicada, realmente! A Palavra diz exatamente isso. Mas, creio no Senhor que Ele sabe que nós somos humanos e que erramos e que nós podemos nos arrepender e o sangue nos lavar. A Palavra fala: “O que Deus uniu, não separe o homem.” (Mc 10:9) mas O Senhor, Ele pode fazer uma obra e limpar a situação. Afinal, O Senhor nos quer no Reino! Para isso, nós precisamos ter um viver santo. Erramos? Erramos. Podemos nos arrepender. Em Mateus 26:28 o próprio Senhor diz: “porque isto é o meu sangue, o sangue da [nova] aliança, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados.”, desse modo toda aliança pecaminosa pode ser anulada por Ele. O sangue de Jesus é poderoso para nos limpar de todo pecado, nos trazendo de volta pra uma posição santa.

Sim! É muito difícil, como você já praticou, quando você vai para conferência e ouve aquelas palavras maravilhosas e fica: “Ah, mas eu não me enquadro!” – O Senhor te lavou, você se enquadra sim! Depois que você se arrependeu e O Senhor te lavou, é um novo começo! É uma nova vida, é uma nova situação! É como se fosse a partir daquele ponto! Então, não se culpe. Veja: nós erramos, nós somos pecadores.

Nós somos pecadores, O Senhor fez a última obra na cruz. A maior e mais poderosa de todas as obras! E deu O Espírito que é o próprio penhor. O Espírito é o penhor que garante que nós vamos receber a herança e ainda também é o selo, que somos propriedade de Deus! (Ef 1:13-14)

Então, simples: vamos nos arrepender. Simples: vamos fugir daquilo que nos leva a pecar.

Mas NÃO, nós não precisamos viver sendo acusados, porque Cristo já fez a obra na cruz! O que nós precisamos fazer é viver longe daquilo que nos leva a pecar, longe daquilo que nos leva a querer pecar: Site da internet, WhatsApp, Facebook, SMS (ninguém usa SMS mais, né?), conversas, ficar sozinho, muita intimidade – foge, foge, foge, foge, foge de todas essas situações! Nós somos fracos, só que fugimos por amor à Deus. Porque nós queremos sim reinar com Cristo!

É isso. Acabei falando muito, mas é isso!

Fim

Estamos muito contentes em termos chegado ao fim de mais uma entrevista. Dessa vez tivemos a alegria de aprender com a experiência de casais jovens, mas com um testemunho maravilhoso e que mudou a vida de cada um dos entrevistadores e membros da equipe do blog – antes mesmo dela ser publicada.

Somos gratos ao Senhor por termos jovens casais que são colunas e exemplos para nós, e que por meio das suas vidas e dos seus casamentos dão testemunho que podem nos guiar. Ao final da história desses dois casais, somos encorajados a termos um viver santo, a saber que há esperança para nós quando nos arrependemos e somos lavados pelo Seu sangue, a saber esperar pela resposta do Senhor, e a ser modelos para outros também.